Engraçado, eu perdi as palavras quando soube das coisas que estão acontecendo pelo mundo. Confesso que eu não me choquei vendo o terremoto e tsunami no Japão, não que eu tenha ficado feliz - longe de mim -, mas confesso que meu assunto de hoje não tinha nada a ver com Japão, terremoto e qualquer coisa relativo à isso. Aliás, por mais que eu esteja preocupada com a Terra do Sol Nascente, aconteceram coisas na minha vida que me deixaram meio variada. Eu sei que é fácil ver minha mãe triste, mas eu não me acostumo com isso. Não me acostumo e não gosto na verdade. Acho que eu ainda tenho alguma raiz de sentimentos. Voltando ao ponto, um amigo da família faleceu hoje. Eu colocaria uma foto dele aqui, dissertaria a respeito do pouco que o conheci, mas não posso. Não posso pela falta de palavras, não posso pela falta de fotos, não posso porque eu não quero me entristecer. Não hoje.
Agora eu quero voltar a falar do que eu estava tentando escrever quando me faltaram palavras. Quando eu fui bombardeada com a preocupação dos meus ídolos que estão na costa da Califórnia, que pode ser atingida com um novo tsunami. Vale lembrar que a Califórnia (Santa Monica, em especial) fora atingida por parte dessa onda de forma leve. Segue o vídeo aqui com toda a sua intensidade. Em Santa Monica mora o Panic! at the Disco completo e alguns bons amigos. Em Los Angeles moram pessoas que me importam como Ryan Ross e Charlotte Froom, mas um dos meus lemas na vida é um vercículo Bíblico que diz: "A cada dia basta o seu mal". E eu vou esperar o que irá acontecer com os estados americanos e com os meus amados garotos.
Agora sim, eu vou falar do motivo principal do meu post. Estar sempre sozinha acabou me dando um hobby bem interessante. Observar pessoas e seus modos de pensar. Tudo se conflita e tudo parece nunca se encaixar e ao mesmo tempo se completar. Eu gosto de olhar todas as pessoas com os olhos mais inocentes que tenho, antes de seguir com os piores e mais maliciosos olhos. Eu sonho acordada, eu vejo uma pessoa, eu escrevo mentalmente sobre ela e parto para outra pessoa. E repito a operação. O problema que o imaginário está me fazendo bastante mal, porque eu tento ver as pessoas como elas são por dentro e acabo me estrepando toda. Eu me apaixono por elas sem ao menos conhecê-las de verdade. Eu não me apaixono pelo físico, eu me apaixono pelo esteriótipo montado em minha mente para elas.
Sabe, existe em minha família um tio. Um tio que eu vou chamar de tio L. Ele monta em sua mente uma personalidade em cada um da família, e ele acaba desiluido quase sempre, porque pessoas não são previsíveis, e porque ele não aceita as fugas de personalidade que o resto da faamília tem. Ele sempre quer que sejamos como ele montou e emoldurou para pôr na sua árvore genealógica imaginária. (Aliás, esse tio acha que eu sou bipolar, mesquinha, esquisita e, principalmente, desligada. Eu dou risada, pra dizer a verdade). E por mais que eu reclame que ele tem essa mania ridícula, eu me percebo rumando para os mesmos caminhos. Eu olho nas pessoas, projeto-as, amo-as e do nada elas me desapontam. A diferença entre tio L e eu, é que eu aceito os erros das pessoas e, consequentemente, admito os meus. Mesmo que seja para mim mesma, o que não faz lá grande diferença.
Eu sempre acho que personagens que escrevo são pessoas. Pessoas que me procuram para contar suas vidas e que escolhem a mim por um motivo ou outro para que eu lhes revele uma saída da situação que estão vivendo através das palavras e através do meu olhar gélido das situações que eles vivem. Gélido porque eu acabo me perguntando diariamente se algo, algum dia, vai ser capaz de me fazer ficar em estado de choque. Tudo já ficou muito normal pra mim. Voltanndo ao terremoto do Japão, sem perder o foco, eu não fiquei chocada com as imagens dos tremores. Olhei para o lado e finji que não era comigo. Me compadeço das pessoas, mas os telejornais não me chocaram.
Minha mãe diz que eu não sou capaz de amar. Que eu não tenho nenhum tipo de sentimentos, mas ela não sabe o que se passa dentro de mim e por mais ue me doa acreditar, às vezes eu acho que é verdade. Às vezes eu acho que minha incapacidade de demontar sentimentos estrapola a qualquer um. Daqui a pouco estarei ficando parecida com o House M.D. E eu não sei se eu posso dizer que é pior, mas essa situação me fez rir pra caramba e me deu vontade de andar de bengala.
Vou trocar de assunto. Estou com saudades de fazer um post com fotos. Bem, então eu vou colocar uma foto aqui só para introduzir o assunto que eu quero discutir. A hipocrisia das pessoas que me dá nojo. Embora a foto soe como "what the fuck is this?" mas vocês compreenderão.
Coffeeholic: Aquele que é viciado em café e seus derivados.
De uns tempos para cá, eu tenho notado que um número excessivo de pessoas está se tornando coffeholic sem ter pelo menos uma dor de gastrite sequer. Sem saber o que é ter abstinência por um líquido que sequer é água. Sem sequer imaginar a piada; 'pode acabar a água do mundo, porque eu não vivo sem café', mesmo que o café precise de água para ser feito. O que me deixa mais irritada com essa atitude hipócrita é o fato de ser coffeeholic é uma nova modinha por aí. Uma modinha que me irrita, afinal das contas, café é a oitava maravilha do mundo, mas acho que as pessoas não devem tomar essa maravilha com tanto afinco - se é que tomam - porque ela lê nas redes sociais. Eu não consigo compreender porque os sites de relacionamento têm o poder de influenciar tantas pessoas. Passo horas do meu dia me perguntando por que é que o mundo mudou tanto, mas eu às vezes me pergunto se eu que sou diferente demais do mundo em que eu vivo.
Eu consigo conviver muito bem com a maioria das coisas, porque eu observo e escrevo sobre o que eu vejo e eu posso estar focada demais em uma janela que não acontece muita coisa, mas eu não sei conviver é com hipocrisia. Não sei ficar calada e ver pessoas com poserismo, seja ele qual for. Eu preciso de um pouco de calma para lidar com isso, calma, escrever e claro, de um gole de café. Lembro-me bem de minha professora de inglês que sempre me diz que escritores estão sempre acompanhados de café e computadores. Eu tenho que dar razão a ela. Ao menos comigo é exatamente assim.
Enfim eu ainda sigo sonhando com o dia que a hipocrisia não mais existirá. Embora saiba que os hipócritas continuarão tendo o prazer de me irritar e de conseguirem com toda a facilidade do mundo.
Sua Lully.

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