terça-feira, 3 de abril de 2012

Amor.

Adolescência é a pior fase da vida e você sabe por que eu afirmo isso categoricamente? Porque além de ser tudo muito intenso, a pessoa se torna um bocado burra pra se aprender meio dolorosamente tudo aquilo que lhe é necessário aprender para vida. Parece um bocado exagerado de minha parte xingar os adolescentes de burros, mas eu não vejo muita saída no momento. Primeiro porque 99,9% dos adolescentes acham que são invulneráveis, ou seja, nada de ruim pode lhe acontecer, então eles bebem, fumam e fazem sexo completamente fora de hora.

Tem uma propaganda na televisão sobre drogas que diz: “Drogas são uma armadilha. Você sabe disso, seu filho, não” que eu sou completamente contra. Todo mundo está enjoado de ir pra escola e ver falar sobre palestras de drogas e aí entra aquela síndrome que eu acabei de citar: síndrome de super-homem. “Se eu experimentar crack eu não vou viciar porque eu sou foda.” Muito engraçado isso, mas antes de ser foda, você é humano e muito burro.

Outra coisa que adolescente se acha o sabichão total é quando o assunto em questão é relacionamento. Eles não sabem que os livros são apenas ficção e que as pessoas mudam, os conceitos podem ser revistos e refeitos. Um adolescente, definitivamente, não sabe nem metade do que é amar e é claro que isso não faz dele incapaz de amar.

O problema é que adolescentes tendem a achar que mais velhos são preconceituosos. Se eu me apaixonar por alguém de 15, eu vou ficar na minha, porque tem certas coisas no amor que não se está nos livros. Sua relação tem o dia-a-dia, a rotina. Acordar com aquela pessoa e ainda assim continuar a amá-la tanto ou mais quanto o namoro começou. 




Vi no Tumblr algo que me motivou a escrever sobre relacionamentos e o motivo que sou conservadora quando os assuntos em questão são casamentos e namoro entre casais com grande diferença de idade. Segue o quote:

Julieta tinha 13 e Romeu 17 anos e, na minha opinião, é um dos romances mais bonitos. 4 anos de diferenças que não impediu no amor deles. Hoje em dia, tenho certeza, que se vocês verem uma garota da mesma idade com um menino de 17 ainda vão falar que ela é muito criança para o amor. O amor não tem idade, a gente não escolhe a hora e nem por quem sentir. Apenas sentimos.


Ok, Julieta tinha 13 e Romeu 17. Romeu é um homem bom, trabalhador e honesto, o que hoje em dia é raríssimo de encontrar. Geralmente, tudo o que se encontra são homens possessivos e capazes de matar por amor. É um romance trágico bonito e um dos meus livros favoritos, mas eu discordo sobre um namoro com 13 anos. não por ela ser criança, mas porque assim como Romeu e Julieta, na grande maioria das vezes terminam mal e é raro um namoro com essa diferença de idade - e de interesse - dar certo. eu não conheço um sequer que tenha dado certo. Quer alguns exemplos práticos? Eu te dou dois. 

O primeiro e mais conhecido é o caso da Eloá Cristina Pimentel. O caso que é um recorde no Brasil como o maior cárcere privado existente no Brasil. 101 horas, pra ser exata. Onde eu quero chegar citando a Eloá? Seu namoro com Lindenberg Alves começou quando ela tinha 12 anos e ele era muito mais velho do que ela. A índole de Lindenberg não era boa, como de Romeu, mas ele a matou por amá-la e achar que ela só podia pertencer a ele. Eloá não estava pronta pra lidar com essa pressão toda de namoro, ao ponto de perder a vida por burrice. 

Se quando o sequestro começasse, a policia chegasse e ela pedisse pra que ele se rendesse, que os dois ficariam juntos nada disso teria acontecido. Novamente, 12 anos, 13 anos, não é hora de ninguém namorar, nem mais velho, nem mais moço. Se quiser mais informações: aqui. O preço de seu amor por Lindenberg - que com certeza no começo da relação ela o amou intensamente - foi sua própria morte e a condenação dele com pena de quase cem anos de prisão. 

O segundo exemplo que eu te dou sobre isso é o do jogador Rafael Silva, da Portuguesa.  Flávia de Lima, sua então namorada, com 15 anos, foi encontrada morta após cair de uma sacada que ficava no 15º andar. Tudo isso por causa de ciúmes da parte da mesma. O detalhe que eu destaco aqui é que ela foi emancipada e morava com um rapaz de, na época, 20 anos. Informações nos sites: aqui. aqui. 

Como eu disse, amor não basta. A convivência é a parte mais difícil de um relacionamento e quanto maiores forem as diferenças, maiores serão os empecilhos para o casal. Quem destrói o amor são as manias da pessoa amada, o dia -a-dia. O amor consiste em amar tudo o que a pessoa é, inclusive aquelas manias mais difíceis. Consiste também em ceder e saber que você e ele são um time e que os dois precisam agir juntos, como um só, sem desrespeitar o espaço individual de cada um. É ser quem você é e deixar a pessoa ser exatamente quem ela é, aperfeiçoar pra conviver e crescer juntos. O resto é paixonite. 

Beijos, 
Lully.  





terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Aceitar ou rejeitar? Eis a questão...


Sarah Elizabeth Orzechowski, nascida em 23 de fevereiro de 1987. Sarah é uma pessoa que largou toda a sua vida, sua família, seus amigos para cuidar de Brendon Urie, submeter-se a ele. É claro que eu tenho uma opinião a respeito disso, claro que eu tenho uma opinião bem formada – e talvez distorcida - sobre esse namoro. 

Lembro-me bem quando eu soube que Brendon Urie estava namorando sério uma pessoa. Lembro-me bem de ter sido um dos dias que eu mais dei risada em toda a minha vida. Desde que eu o conheci ele nunca tinha parado com uma só garota e eu falei “mais uma vadia morena na vida do Brendon, passa logo.” Mas a realidade é que não passou. Fiquei espantada quando criaram um tópico no P!ATDbr um tópico com um ano de namoro. Havia durado muito mais tempo do que eu imaginava que fosse durar.

Mas com essa postagem eu quero falar, na verdade, algumas coisas a respeito desse namoro (agora, noivado) dos dois. Quando eu tinha meus 12 anos, eu era fã do KLB, muito fã mesmo. Eu não tinha internet/computador em casa e tudo o que eu tinha deles era físico: pôsteres, CDs, revistas (ainda tenho uma pasta cheia com coisas deles) e meu favorito era o Bruno. Eu sabia tudo dele, desde o nome completo até a preferência que ele tinha por mulher. Tudo mesmo. Tinha uma foto rara do primeiro aniversário do Bruno, pra vocês terem noção do meu amor. E, um belo dia, ele anunciou que estava namorando uma mulher chamada Paula e que ela era coreógrafa deles (nos covers de Michael Jackson, aliás. Eu ouvi Bee Gees muito na adolescência por causa deles, assim como conheci Beatles e Michael Jackson), eu me lembro que eu fiquei arrasada, que eu queria matar/trucidar a vida dessa Paula. Lembro-me bem que eu ficava me perguntando “por que o Bruno tinha sido idiota que continuava com uma mulher que só o quer por sua fama?”, “será que ele é uma espécie de retardado mental pra não ver as coisas que eu vejo?”. Hoje eu realmente olho pra trás e dou muita risada disso, muita mesmo. 

Sempre cito essa história quando eu falo de namoros, porque parece mal de adolescente achar que seu ídolo é um retardado por não estar com a pessoa que você quer/com você. Eu precisei passar por uma experiência amorosa tenebrosa pra poder entender o Brendon como ninguém nesse mundo e talvez por isso eu veja tão bem o andamento desse namoro. O amor machuca a gente, quebra em pequenos pedaços, mas no final das contas o amor apenas mostra pra gente que não há outra forma de crescimento. Bem, vou direto – agora – ao que eu realmente vim falar a respeito. 

Rejeitar Sarah Orzechowski. 


Sempre digo que não conhecemos a intimidade deles. Sempre digo que a Sarah pode tratar os fãs mal na internet, soar arrogante na maioria das vezes, mas sempre vi a Sarah sendo uma fofa com as pessoas que apoiaram o relacionamento dela com o Brendon. Infelizmente, a maioria das pessoas não consegue ver isso. 

O que me faz ter motivo pra rejeitar a Sarah foi o modo que Brendon e Sarah se conheceram e os boatos de que ela ainda estava com o Jeremy enquanto eles dois (Brendon e Sarah) saiam pra encontros românticos. Sempre vi o Brendon como uma pessoa fácil de se agradar e mais fácil ainda de se apaixonar (mas eu estava errada) e acho que foi por isso que ele não me surpreende ao contar a história deles. Sempre achei o Brendon fácil, pegável. Sempre achei que era só chegar perto dele com a cantada certa que você estaria na cama dele (Sim, sempre foi essa a impressão que tive dele, de uma vadia que adora pegar outras vadias). Sempre odiei gente atirada e, principalmente, sempre odiei traição. Sempre achei que quem trai uma vez, trai duas.

Por outro lado, tem outro motivo que me faz querer bater na Sarah até seu rosto perder a pele: ela exibe o Brendon. Lembram-se do dia em que o Brendon pediu a Sarah em casamento? Todo mundo pirando com que o Zack twittou e ela veio pra confirmar. Aquilo foi completamente desnecessário. Claro que ser pedida em casamento é uma das coisas mais lindas que se pode acontecer com uma pessoa – eu fui pedida em casamento e sei disso -, principalmente se você ama mesmo uma pessoa (e eu acho que a Sarah ame o B), mas acho desnecessário que fiquem postando no Twitter a respeito disso. Claro, eu, no lugar dela, teria feito um post grande no Tumblr – se ele e eu decidíssemos que era necessário – e dividiríamos o momento com os fãs dele e seria assinado pelo próprio Brendon. Talvez um vídeo com o Brendon falando, mas nunca faria aquilo. Nunca. 

Aceitar Sarah Orzechowski. 

Eu só tenho um motivo para aceitar esse relacionamento. Um só, mas um motivo forte e bom o suficiente. Há alguns dias eu estava conversando com minha amiga a respeito disso. Que a Sarah pode ser o que você acha que ela é, pode não ter amor próprio o suficiente para estar ao lado de um cara que com certeza só está com ela porque ele a controla como ninguém (cá entre nós, eu tenho um pressentimento de que o próprio Brendon pediu pra que ela não trabalhasse), ela o ama. Quer uma prova disso? Certo. 

Nas entrevistas que o Brendon deu em 2010, Brendon falava da situação que ele ficou quando a separação aconteceu. Ele disse que estava sem vontade alguma de sobreviver, que dormia e acordava como se tanto fazia se ia acordar na manhã seguinte. Você acha que é fácil viver com uma pessoa assim? Que perdera o melhor amigo, um companheiro de banda, quem controlava tudo, até mesmo o ego maldito do Brendon? Não, não é nada fácil.

Lembro-me que ele falou que quando ele estava caído, em dúvida se viveria ou não, ele olhava pro lado e via o sorriso dela. Um sorriso de quem parecia não se importar com o que estava acontecendo com ele e ao mesmo tempo, um sorriso que iluminava, que o deslumbrava. Eles passavam dias deitados na cama conversando sobre aquela tristeza que não ia embora do peito dele nunca. E então chegou um amigo dele – que eu não lembro o nome – e deu uma sacudida forte em Brendon dizendo que ele precisava reagir, pela Sarah, pelo Spencer e por mim, e por você (resumindo: pelos fãs) e foi a Sarah e mais ninguém, que o fez entender que tava doendo, mas ele ia superar com o amor da mulher que ele escolheu pra si ao seu lado. 

Não acha suficiente para demonstrar que ela o ama? Ela largou toda a vida que ela tinha pra conviver com um cara egocêntrico, infantil, mimado, que acha que ele é o dono da razão e do poder, um cara que não aceita ser contrariado e acima disso tudo um homem que está falando sobre drogas e bebida o tempo todo. Um homem que se exibe fisicamente no palco só porque ele aprendeu que “o Pretty. Odd. não deu certo porque fora só uma tentativa de mostrar que eles eram talentosos e não só mais um rostinho bonito nas capas da revista” quando na verdade o P.O. é de longe o melhor álbum do panic! e é completamente insuperável. Não é fácil conviver com gente assim. Sem falar da capacidade gigantesca que ele tem de se fazer de vítima. 

Espero eu que o Brendon agindo com o seu coração, com a razão em perfeito estado, porque ele é impulsivo e influenciável. Espero eu que esse casamento não seja algo do tipo: “oh, o Zack casou e está feliz” e “nossa, quero uma família igual a do Dallon.” Espero mesmo que ele ame pelo menos o amor dela e espero que ele comece a cuidar melhor da sua amada. Controle não é tudo. 

Lully.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Censura no século XXI.

O Brasil costuma ser um país indiferente à assuntos sérios , como política, mas tenho notado que nossa estimada presidenta tem feito algumas coisas que sou obrigada a aplaudi-la de pé. Como por exemplo, ela está dando a cara pra bater com o “SOS emergência”, que ela sabe que não vai ter um resultado imediato, mas algumas coisas funcionarão.  Corrupção, por exemplo, estará a todo vapor nessa nova verba a ser empregada na saúde pública. 

Há uns meses atrás foi anunciada no Brasil uma comissão para verificar o passado recente de nosso país. Todos nós sabemos por cima as barbáries que as forças militares cometeram durante seu regime no Brasil e durante esse anos eles implantaram uma censura rígida contra a arte, a filosofia e algumas redes de comunicação como rádio e televisão. Nosso país era uma espécie de Coréia do Norte. 

Só que eu acredito que a morte recente do “Grande Líder” da Coréia do Norte deve ter afetado a cabeça de um homem chamado Lammar Smith que, de repente, decidiu que o governo americano deveria tomar algum proveito da propagação da internet e bloquear o acesso a informação, a cultura e a liberdade de expresssão. Lammar Smith criou um projeto de lei chamado Stop Online Privacy Act, ou abreviado, SOPA, que em suma visa bloquear o acesso a site que disponibilizarem informações piratas, punindo com cinco anos de detenção os usuários da internet que acessarem os tais sites.

Os sites que serão afetados são os de maior repercusão atualmente como o Facebook, o Tumblr,  o Twitter e Wikipédia que anunciaram um blackout de vinte e quatro horas como protesto. Eis aqui o meu protesto pessoal.

Eu, em 2006, era uma garota comum que não entendia  quase nada da vida que eu tinha. Em 2006 a internet mudou a minha vida. No dia que eu abri um MSN e um Orkut eu comecei a conhecer pessoas maravilhosas, comecei a ter relacionamentos lindos.  A internet não é só um meio de pirataria, é um meio de comunicação, um meio de liberdade de expressão, um  meio de se estar conectado ao mundo sem sair de casa. 
Essa SOPA não é o primeiro projeto de lei que ameaça a vida na internet e não vai ser o último. Esse tipo de coisas vai atrapalhar minha vida profissional, minha vida escolar, minha vida de relação social com as pessoas. Foi pela internet que eu conheci pessoas como a Fernanda (Fer), a Nanny, a Mely. Foi pela internet que eu conheci uma das pessoas que eu mais amo no mundo. Pela internet eu quase conheci a família de meu pai que nunca deu a mínima pra mim. Pela internet eu planejo minha vida e é da internet que eu vou tirar meu sustento!

É pela internet que eu divulguei meu trabalho como escritora, e alguns lindos dizem que eu sou uma boa escritora! É pela internet que eu estou implorando ao Brendon Urie que me autorize a publicar um livro baseado na música dele. É tudo pela internet. Sem isso, desculpe, é censura ao meu trabalho e vida social. 

Espero que o governo americano entenda que precisa haver liberdade de expressão no século XXI, ou o trabalho dos iluministas foram em vão.

Sua Lully.

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Celebrate the night! It's the Fall Before the Climb!

Ano novo, vida nova!

Antes de ontem eu passei  uma tremenda coisa. além de ter ido em médico, eu enfrentei água. A questão aqui é que eu não quero falar disso. Eu ando um bocado triste e não é só por causa que uma das minhas bandas favoritas só me desgasta emocionalmente. Um dia eu queria poder falar tudo o que eu sinto pro Panic! at the Disco pra ver se eles aprendem a valorizar o amor que eu tenho por eles. São seis anos perdidos da minha vida! Seis anos e eu ainda não acredito que consiga amar tanto uma banda que só me desgasta. 

Me desgasta ter que defender o Spencer, porque sempre ouço falando que ele é um baterista inútil, que ele é feio, que ele é chato. Eu sempre sou obrigada a dizer que o Spencer é meu bebê. Que aqueles olhos azuis e sorriso grande me encantam. Agora o que me desgasta mais é ver - sentir - que o Spencer Smith não tem mais nenhum controle sobre a banda. Nada, nenhum controle. Quando eu conheci o Panic! mais a fundo, eu me apaixonei pelo Spencer porque ele era sensato, porque ele dizia sim ou não para o que o Ryan queria fazer com a banda. Spencer Smith era o único com quem Ryan decidia abaixar a crista, porque a banda era dos dois. Agora... Agora a banda é do Brendon!

Me desgasta defender o Brendon. Eu chego a dar risada aqui ao escrever isso. Eu não sou de defender o Brendon, mas se quem não é fã vem falar dele pra mim, vai ouvir. Vai ouvir de mim que Brendon é um menino perdido tentando crescer. Vai ouvir de mim que ele está desesperado, correndo em círculos, se afundando em vícios apenas para achar uma nova obcessão. Aquele que quer fingir que a gente não sabe sobre o amor dele pelo Ryan. Me desgasta dizer que o Brendon Urie que eu conheci, aquele menino frágil que só pensava em ser feliz, mas também fazer o Ryan feliz. Que era egoísta e autruísta ao mesmo tempo. Me desgasta ver o Brendon perdido e eu aqui sem poder jogar uns jatos de verdades nele! Me desgasta ver que ele tomou o controle das mãos do Spencer simplesmente pra matar a banda aos poucos. 

Me desgasta defender o Ian! Oh, caramba! Como é desgastante! Defender o Ian de "fãs" que acham que o Ian deveria mesmo ser jogado de lado. De idiotas que falam que  o Ryan é melhor que o Ian ou vice-versa. Você vai me ouvir dizer que o Ian está sendo menospresado, que ele está em uma posição indigna dele. Ao mesmo tempo, reconheço alguns esforços. Sei que os coveres de rocks mais clássicos como os da banda Kansas é apenas pra explorar arranjos mais dificeis e dar mais destaque ao Ian. Só que ele merecia muito mais que isso da parte do "comandante" da banda. Eu poderia ficar aqui dizendo muito mais sobre isso, mas é desgastante. As pessoas me desgastam, o mundo me desgasta, os sentimentos me desgastam!

Me desgasta defender a banda em si. Esperar que ela se recomponha! Não com a antiga formação porque eu não tenho a menor esperança de que isso aconteça, mas que eles parem de atacar uns aos outros, que sejam amigos de verdade, que sorriam de verdade. Eu me desgasto muito vendo o sorriso do Brendon e o quanto ele está ficando idiota com esse jeito vida louca. Brendon disse que ele estava tentando se conhecer, ele que me desculpe, mas eu prefiro o meu Brendon Urie sem auto-conhecimento. 

O ano novo chegou e a gente vai festejar! 

Enquanto isso eu continuo me desgastando me lembrando que o lançamento do Vices & Virtues que ganhou como melhor disco de Rock (e nessa hora eu dei uma gargalhada alta aqui porque nem nos melhores momentos do Panic! esse CD é de Rock, exceto se o B sair falando como a Ke$ha sobre ressussitar o rock em forma de pop) ou o lançamento de Mona Lisa (clipe) apagaram a decepcionante tragetória decadente! Decadente porque o álbum é uma mania idiota de Brendon mostrar que está melhor sem o Ryan.

(Estourem o champanhe, por favor, vamos comemorar. Nasceu aqui um mitomaníaco!)

Decadência porque... Streaptease? Quando é que eu posso parar de rir? Não nego, é sexy sim, mas desfocam a atenção das pessoas! A música do Panic! é boa, Brendon sempre teve talento o suficiente pra cantar, tocar, dançar e ainda dar em cima das pessoas em seus shows. Se já tinha Brallon, pra que raio precisava arrancar a roupa?

Desculpe, isso pra mim ainda está entalado! Mas é ano novo e eu sei que o Panic! vai mudar. Veremos um Brendon bombado cantando Dear God apenas para falar "Avenged Sevenfold são meus novos heróis". Claro que tem tudo a ver com Panic!

Não tem, não. 

Antes de encerrar isso, sinto que as fãs brasileiras são as únicas que realmente sentem isso. Aí eu começo a reler posts como 16 motivos e me pergunto se isso é coisa de fã que  não tem mais o que fazer. Que somos as únicas fãs que não aceitam o fato de que o Brendon está feliz com a Sarah (e eu não duvido, porque de certa forma ela o acalma, ela o consola) e que ele está feliz com a banda desfalcada que tem. Que as entrevistas falando como, por exemplo, "The door is still open for him" ou  "Nós prometemos dar um jeito de estar sempre juntos" não significam nada. A gente perdeu um ídolo na banda.

Brendon perdeu um amigo, um amante, uma obcessão, uma paixão, um amor. Spencer perdeu o melhor amigo de infância, perdeu metade de seu sonho com a banda, perdeu seu pulso. Talvez nós estejamos sendo radicais e insensíveis. Mas talvez somos os únicos a ver a realidade!

Seja bem vindo, 2012! Que você nos faça bem! Brendon, me passe um pouco dessa droga que você tomou que te tornou mitomaníaco, por favor. 

Sua Lully.