Adolescência é a pior fase da
vida e você sabe por que eu afirmo isso categoricamente? Porque além de ser
tudo muito intenso, a pessoa se torna um bocado burra pra se aprender meio
dolorosamente tudo aquilo que lhe é necessário aprender para vida. Parece um
bocado exagerado de minha parte xingar os adolescentes de burros, mas eu não
vejo muita saída no momento. Primeiro porque 99,9% dos adolescentes acham que
são invulneráveis, ou seja, nada de ruim pode lhe acontecer, então eles bebem,
fumam e fazem sexo completamente fora de hora.
Tem uma propaganda na televisão
sobre drogas que diz: “Drogas são uma armadilha. Você sabe disso, seu filho,
não” que eu sou completamente contra. Todo mundo está enjoado de ir pra escola
e ver falar sobre palestras de drogas e aí entra aquela síndrome que eu acabei
de citar: síndrome de super-homem. “Se eu experimentar crack eu não vou viciar
porque eu sou foda.” Muito engraçado isso, mas antes de ser foda, você é humano
e muito burro.
Outra coisa que adolescente se
acha o sabichão total é quando o assunto em questão é relacionamento. Eles não
sabem que os livros são apenas ficção e que as pessoas mudam, os conceitos
podem ser revistos e refeitos. Um adolescente, definitivamente, não sabe nem
metade do que é amar e é claro que isso não faz dele incapaz de amar.
O problema é que adolescentes
tendem a achar que mais velhos são preconceituosos. Se eu me apaixonar por
alguém de 15, eu vou ficar na minha, porque tem certas coisas no amor que não
se está nos livros. Sua relação tem o dia-a-dia, a rotina. Acordar com aquela
pessoa e ainda assim continuar a amá-la tanto ou mais quanto o namoro começou.
Vi no Tumblr algo que me motivou
a escrever sobre relacionamentos e o motivo que sou conservadora quando os
assuntos em questão são casamentos e namoro entre casais com grande diferença
de idade. Segue o quote:
Julieta tinha 13 e Romeu 17 anos e, na minha opinião, é um dos romances mais bonitos. 4 anos de diferenças que não impediu no amor deles. Hoje em dia, tenho certeza, que se vocês verem uma garota da mesma idade com um menino de 17 ainda vão falar que ela é muito criança para o amor. O amor não tem idade, a gente não escolhe a hora e nem por quem sentir. Apenas sentimos.
Ok, Julieta tinha 13 e Romeu 17.
Romeu é um homem bom, trabalhador e honesto, o que hoje em dia é raríssimo de
encontrar. Geralmente, tudo o que se encontra são homens possessivos e capazes
de matar por amor. É um romance trágico bonito e um dos meus livros favoritos,
mas eu discordo sobre um namoro com 13 anos. não por ela ser criança, mas
porque assim como Romeu e Julieta, na grande maioria das vezes terminam mal e é raro um namoro com essa diferença de
idade - e de interesse - dar certo. eu não conheço um sequer que tenha dado
certo. Quer alguns exemplos práticos? Eu te dou dois.
O primeiro e mais conhecido é o caso da Eloá Cristina Pimentel. O caso que é um recorde no Brasil como o maior cárcere privado existente no Brasil. 101 horas, pra ser exata. Onde eu quero chegar citando a Eloá? Seu namoro com Lindenberg Alves começou quando ela tinha 12 anos e ele era muito mais velho do que ela. A índole de Lindenberg não era boa, como de Romeu, mas ele a matou por amá-la e achar que ela só podia pertencer a ele. Eloá não estava pronta pra lidar com essa pressão toda de namoro, ao ponto de perder a vida por burrice.
Se quando o sequestro começasse, a policia chegasse e ela pedisse pra que ele se rendesse, que os dois ficariam juntos nada disso teria acontecido. Novamente, 12 anos, 13 anos, não é hora de ninguém namorar, nem mais velho, nem mais moço. Se quiser mais informações: aqui. O preço de seu amor por Lindenberg - que com certeza no começo da relação ela o amou intensamente - foi sua própria morte e a condenação dele com pena de quase cem anos de prisão.
O segundo exemplo que eu te dou sobre isso é o do jogador Rafael Silva, da Portuguesa. Flávia de Lima, sua então namorada, com 15 anos, foi encontrada morta após cair de uma sacada que ficava no 15º andar. Tudo isso por causa de ciúmes da parte da mesma. O detalhe que eu destaco aqui é que ela foi emancipada e morava com um rapaz de, na época, 20 anos. Informações nos sites: aqui. aqui.
Como eu disse, amor não basta. A convivência é a parte mais difícil de um relacionamento e quanto maiores forem as diferenças, maiores serão os empecilhos para o casal. Quem destrói o amor são as manias da pessoa amada, o dia -a-dia. O amor consiste em amar tudo o que a pessoa é, inclusive aquelas manias mais difíceis. Consiste também em ceder e saber que você e ele são um time e que os dois precisam agir juntos, como um só, sem desrespeitar o espaço individual de cada um. É ser quem você é e deixar a pessoa ser exatamente quem ela é, aperfeiçoar pra conviver e crescer juntos. O resto é paixonite.
Beijos,
Lully.