sábado, 31 de dezembro de 2011

16 motivos pra acreditar em Ryden - C'mon.

C’mon  é, de longe, uma das melhores músicas que eu já ouvi. Eu me lembro que a primeira vez que eu a ouvi, eu não dei muita bola pra música, mas certas coisas me fizeram atentar pra algumas coisas que continham na letra, na época em que foi composta. O arranjo  é profundo, é bonito, é mágico. Então eu estava conversando com um amigo, que me disse que leu em algum lugar que C’mon havia sido uma das primeiras músicas que o B compôs depois da separação e essas coisas que mais me chama a atenção, porque músicas assim são o que realmente mostram como os sentimentos das pessoas no momento em que cantam e que traduzem a letra pra notas musicais. 

C’mon, pra mim, é uma das coisas mais ryden que existe. Prestem bem atenção. 

It’s getting late and I cannot seem to find my way home tonight. Feels like I am falling down a rabbit hole. Falling for forever, wonderfully wandering alone. 

As pessoas têm notado que o Brendon está muito diferente. Desde o que ele era até mesmo a essência do B está perdida em algum lugar. Ao contrário da maioria, eu não culpo a Sarah por essa mudança, não mesmo. Eu culpo a queda que ele sofreu. Quando o Brendon percebe que o Ryan o está abandonando – seja por algo que ele fez, seja pelas circunstâncias que eles viveram e nós não conhecemos – Brendon começou a se sentir perdido, sem chão, com medo de seu futuro sozinho.  Quando ele diz que está caindo, que parece que o poço sempre tem um fundo maior que ele acha, é porque o fundo do poço tem molas e molas te impulsionam pra cima. Em resumo, ele queria se encontrar, se conhecer, deixar de ter medo, mas ele só vê a solidão como amiga. 

What would my head be like if not for my shoulders or without your smile? But follow you forever, may it never leave you sleep in the stone, maybe stay lost on our way home. 

Quando a Keltie e o Ryan terminaram, eu me lembro de um episódio no MSN. Na época, eu participava de um chat com várias pessoas e dentre elas tinha uma fã de Panic! at the Disco e essa fã odiava a Keltie mais do que tudo no mundo. Dizia que ela era aproveitadora, chata, etc., etc. Eu sempre tive um amor platônico pela Keltie, não só por causa do Ryan, por ela ser bonita e por uma das coisas que eu mais gosto ser loiros/loiras. Eu sempre amei a Keltie pela pessoa maravilhosa que ela é, sempre a amei pelo que via/lia a respeito dela. A Keltie sempre foi bem mais do que  a quase-senhora-Ryan-Ross e infelizmente aquela fã não via isso. Quando eles terminaram, eu disse várias vezes “Puxa, a Keltie não merecia isso” ou, em seguida, “O que vai ser do Ryan sem ela?” e não deu outra! Ela achou um noivo maravilhoso  e está vivendo a vida dela. Quando o Brendon fala “o que seria da minha cabeça se não  fossem meus ombros ou seu sorriso?” ele estava falando que sem o Ryan ele se sentia perdido, inapto pra fazer qualquer coisa. Sem a aprovação de Ryan, ele não ia conseguir viver direito e que ele sempre estaria sendo seguido pelas lembranças e sentimentos. Basicamente, assim como Keltie é o equilíbrio do Ryan, o Ryan é o equilíbrio do Brendon. 

C’mon, c’mon, with everything falling down around me I’d like to believe in all the possibilities. 

Acho que essa frase sequer precisa de muita explicação, mas mesmo assim, o farei. Quando o p! se separou, o B ficou muito triste e todos sabem. Estava na cara dele desde Open Happiness (que é uma puta ironia, ele estar falando sobre felicidade quando por dentro ele estava completamente morto, dolorido ao ponto de não conseguir ser o nosso Brendon Urie de sempre, o sorridente, o com olhos apagados e um sorriso falso). As pessoas a volta dele diziam que ele era forte, que ele ia sair dessa e que se conheceria muito mais. Que no final da estrada, ele acabaria rindo daquilo tudo o que estava vivendo. Só que eu acho que ele ainda não encontrou o fundo do poço e nem mesmo a forma de subir. 

ps: algumas pessoas traduzem esse “c’mon” como “vamos”, eu  traduziria como “qual é?” e eu explico. É como se ele debochasse de si mesmo por não conseguir acreditar no que ele falou e em outra parte da música isso fica ainda mais claro.

If I should die tonight, may I first just say I’m sorry?  For I never felt like anybody I am a man of many hats although I never mastered anything but I am ten feet tall. I’ve never felt this tall since the fall, nobody seems to know my name so don’t leave me and sleep all alone. 

A parte do Nate é bem interessante. Às vezes eu fico pensando que ele pensasse que estava sozinho o suficiente para achar que ninguém sentiria sua falta, porque ele parecia mentir tão bem para as pessoas a sua volta, que ninguém o compreendia o suficiente. Às vezes acho que ele estava de alguma forma, querendo fazer com que a dor parasse ou mesmo que ele estivesse falando de matar sua própria essência pra conseguir sobreviver a própria queda. Mudado ou não, Urie é um sobrevivente. Da mesma forma que ele nunca dominou a própria vida, de que ele nunca precisou tomar decisões importantes, o gosto desse tipo de liberdade, de poder, e principalmente de achar que pode tomar conta de algo importante como a banda, ser alguém de fato, pode fazer com que a pessoa cresça demais! No caso dele, se sentir andando nas nuvens, mais alto e superior que tudo, não foi algo bom. Já que ele estava perdido e agora ninguém mais reconhece o verdadeiro Brendon que está perdido dentro de si mesmo, clamando por uma saída.

Maybe stay lost on our way home. 

Eu sublinhei essa frase nas duas vezes em que apareceu. Acho que isso aqui é a chave pra muita coisa! Brendon está perdido e precisa de ajuda! Talvez ele esteja perdido dentro de si mesmo, buscando por alguma coisa que o mantenha de pé, compreende? Mas não se pode amar tanto alguém ao ponto de se anular que quando se perde, não se sabe o que fazer. Brendon sem Ryan não é completo e talvez ele fique assim muito mais tempo que prevemos. 

Try not to mistake what you have with you hate. It could leave, it could leave, come the morning. Celebrate the night it’s the fall before the climb shall we sing, shall we sing until the morning. If I fall forward, you fall flat.

Tente reparar um pouco apenas nas frases que destaquei primeiro. A primeira, tentar não confundir que tem com o que odeia, pode ser sobre se sentir mal por ser daquele jeito, por amar alguém ao ponto de não saber mais sequer quem ele é sem essa pessoa. Não confundir as lembranças boas com novos motivos de ódio. A  primeira frase é um mantra, como viver cada dia um após o outro, se descobrindo de forma verdadeira até que não existisse mais o que odiar em si próprio.   A segunda frase que destaquei, é como se ele colocasse uma segunda meta em sua vida: ‘caí, sim, mas tudo o que sobe desce e o que desce, sobe’. Como eu disse, o fundo do poço tem molas e quando os pés de uma pessoa finalmente as atinge, essas mesmas molas o impulsionam pra fora do poço. 

And if the sun should lift me up would you come back? C’mon. 

Deu pra compreender o que eu disse a respeito do “C’mon”. Oh, seria um “acorda, Brendon. Não tenha esperanças!” mas não adianta. Algumas pessoas consideram o Ryan como o sol. Eu também o considerei varias vezes assim; não só pelas metáforas das músicas, mas pelo brilho que ele tem, pela luz própria que ofusca todo o resto ao seu redor. Por ser um mal necessário, uma força da natureza que traz vida. Mas no caso de c’mon, eu acredito que ele diga que se ele conseguisse sobreviver à queda, ao seu levantar, se ele provasse que fosse capaz de brilhar, o Ryan não voltaria ao comando de tudo. E depois vem o deboche. Em saber que ele não vai voltar pra ajudá-lo. 

É isso. É uma das coisas mais Ryden que existe. 
Sua Lully. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Bouce back to The Cab.

Panic! at the Disco são quatro garotos de Las Vegas, certo?

Errado. 

Eu quero focar em uma pessoa aqui especial e talentosa. Especial, porque tem um sorriso bonito, um jeito engraçado e cativante, porque é extremamente meiga. Talentosa, porque com apenas um violão, ele cativou Cash Colligan e Alex DeLeon para entrar em sua banda. Pra quem disse Ian Crawford, acertou. 

Há quem diga que Panic! at the Disco é uma banda formada por quatro garotos de Las Vegas. Bem, no começo era, até que entrou o Jon. Atualmente, Panic! at the Disco é uma banda formada por três garotos, dois de Las Vegas e um de Salt Lake City, o quarto... O Ian, ainda é tratado como banda de apoio. 

Acha que estou sendo injusta? Vamos então esclarecer por partes, certo? 

No vídeo-clipe de The Ballad of Mona Lisa (que um dia eu quero destrinchar detalhadamente só para descobrir se eu sou a única que vê a leve sugestão à santa inquisição católica ali), todos podem procurar. O Ian não faz parte do elenco do clipe. Aquele guitarrista é outra pessoa e até hoje eu não descobri quem ele é, só sei que não é o Crawford. Uma sacanagem com quem ajuda tanto a banda! Uma sacanagem com quem é uma das pessoas mais doces, receptivas e engraçadas que eu conheço. 

Sacanagem com o cara que toca com outros caras! (sempre vou rir dessa bio do Ian). Sacanagem ainda pior é ver algumas fãs (gringas) surtando porque ele falou com o Beckett, uma vez. Gente, só pra ficar claro, o Ian falando com o Beckett é como se o Ian falasse com o Ryan! Coisa simples! No caso do Beckett, quando ele ainda estava no The Cab, eles chegaram de tocar juntos. Então shut your fuck up! Vão primeiro conhecer o The Cab pra depois surtar. 

Na capa de Vices and Virtues: tem o Spencer e o Brendon sentados, o Dallon mascarado, uma capa idealizada pelo Dallon e o Ian? 

É, isso aí, de novo, ele não está presente na capa. Ele é sim pequeno, baixinho, quase um anão de jardim (mentira, ele é um amor de pessoa!), mas para o Panic! ele é apenas um quebra-galho. Nada além disso, porque eu acredito que se ele fosse, no mínimo, importante, ele seria ao menos incluído na capa e no clipe. 

Acho que o Ian devia falar como o Cash Colligan, ex-baixista do The Cab e um dos melhores amigos do Ian: “Eu saí do The Cab porque queria trabalhar com pessoas que não fossem idiotas”. Eu, entretanto, só queria que o Ian fosse realmente valorizado. (ps: A fala do Cash foi ontem, 27 de Dezembro de 2011, numa stickam que ele fez).

Ian Miles Crawford é de Washington, pra quem não sabe,  tem 23 anos, e ele foi descoberto a partir de um show de talentos que ele fez na escola secundária que estudava. Ficou no The Cab até 2009, quando juntou-se ao Panic! at the Disco para ser só um apoio musical de peso. 

Ah, algo que eu me esqueci de comentar! No post do “Uma nota do Panic! at the Disco” não existe uma nota do Ian, seja lá por qual motivo. Fato é que cada dia que passa eu fico mais revoltada com esse descrédito ao Ian, porque eu acho que os arranjos do panic! são fracos demais pro Ian, ele merece muito mais do que ele faz na banda e ainda por cima, ele não ganha nenhum reconhecimento. 

Eu não sei o que acontece com a banda entre quatro paredes, mas a desvalorização de Ian Miles Crawford me revolta!

Sua Lully. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Find Your Own Way to Get Home.

Estaria chovendo. O céu tá escuro lá fora e faz frio. Uns momentos estranhos me vêm a cabeça, como se eu os conhecesse de longa data. Talvez eu não saiba, talvez eu os conheça melhor do que eu imagine, porque de tanto imaginar como seria minha vida ao seu lado, começo a acreditar que é real.

Então, pego uma caneca de chá e começo a pensar um pouco mais. Afundo meus pensamentos sobre como sou errada em relacionar com você assim. Ao massagear minhas têmporas, rio de mim mesma. Talvez eu ame uma personagem que eu criei, que me incomoda toda noite antes de dormir, mas quanto mais conversamos, quanto mais te conheço, mais me encanto. Se existe aquela tal de “almas gêmeas” passo a crer que você é a minha.

E me lembro de algo que eu jamais te contei antes (e talvez eu jamais vá) que eu gasto forças pra te fazer entender que somos amigas, mas na verdade, eu sou como uma garota qualquer que sonha com uma casinha, longe de tudo, dos parentes, dos amigos, com cerca branca e jardim bonito. Gosto das minhas máscaras, não me entenda mal, mas gosto mais ainda da idéia de ouvir cada som característico seu, de ter um momento que eu vou ter que dobrar meu orgulho só pra te ver fazendo uma careta e dizendo que eu sou idiota. Se a questão é ser idiota, mesmo, por você, eu topo. A vida é assim mesmo, eu fico meio frágil de vez em quando.

Eu quero que chegues em casa, depois de um dia tempestuoso de trabalho, e me encontres pendurada em três telefones tentando descobrir com quem falo primeiro. Pediria um tempo a cada um e lhe daria um beijo, então, você levantaria uma sacola de uma lanchonete e cafeteria e diria “Vem jantar, querida. Trouxe daqueles que gosta tanto” então eu lhe responderia que preciso resolver umas coisas e depois de mais um pouco de tempo, você me contaria seu dia, trocariamos alguns beijos e iríamos pra cama.

E se eu fosse te dar um apelido carinhoso, este seria “Een”. Porque atualmente, enquanto escrevo meu casal ideal em uma fanfic, desejo ter uma relação (com você) igual a deles. Porque te idealizo enquanto escrevo. És tu o motivo de que eu canto, de que escrevo, de que vivo. Desculpe-me o desabafo, estou romântica.

Sua Lully.