sábado, 31 de dezembro de 2011

16 motivos pra acreditar em Ryden - C'mon.

C’mon  é, de longe, uma das melhores músicas que eu já ouvi. Eu me lembro que a primeira vez que eu a ouvi, eu não dei muita bola pra música, mas certas coisas me fizeram atentar pra algumas coisas que continham na letra, na época em que foi composta. O arranjo  é profundo, é bonito, é mágico. Então eu estava conversando com um amigo, que me disse que leu em algum lugar que C’mon havia sido uma das primeiras músicas que o B compôs depois da separação e essas coisas que mais me chama a atenção, porque músicas assim são o que realmente mostram como os sentimentos das pessoas no momento em que cantam e que traduzem a letra pra notas musicais. 

C’mon, pra mim, é uma das coisas mais ryden que existe. Prestem bem atenção. 

It’s getting late and I cannot seem to find my way home tonight. Feels like I am falling down a rabbit hole. Falling for forever, wonderfully wandering alone. 

As pessoas têm notado que o Brendon está muito diferente. Desde o que ele era até mesmo a essência do B está perdida em algum lugar. Ao contrário da maioria, eu não culpo a Sarah por essa mudança, não mesmo. Eu culpo a queda que ele sofreu. Quando o Brendon percebe que o Ryan o está abandonando – seja por algo que ele fez, seja pelas circunstâncias que eles viveram e nós não conhecemos – Brendon começou a se sentir perdido, sem chão, com medo de seu futuro sozinho.  Quando ele diz que está caindo, que parece que o poço sempre tem um fundo maior que ele acha, é porque o fundo do poço tem molas e molas te impulsionam pra cima. Em resumo, ele queria se encontrar, se conhecer, deixar de ter medo, mas ele só vê a solidão como amiga. 

What would my head be like if not for my shoulders or without your smile? But follow you forever, may it never leave you sleep in the stone, maybe stay lost on our way home. 

Quando a Keltie e o Ryan terminaram, eu me lembro de um episódio no MSN. Na época, eu participava de um chat com várias pessoas e dentre elas tinha uma fã de Panic! at the Disco e essa fã odiava a Keltie mais do que tudo no mundo. Dizia que ela era aproveitadora, chata, etc., etc. Eu sempre tive um amor platônico pela Keltie, não só por causa do Ryan, por ela ser bonita e por uma das coisas que eu mais gosto ser loiros/loiras. Eu sempre amei a Keltie pela pessoa maravilhosa que ela é, sempre a amei pelo que via/lia a respeito dela. A Keltie sempre foi bem mais do que  a quase-senhora-Ryan-Ross e infelizmente aquela fã não via isso. Quando eles terminaram, eu disse várias vezes “Puxa, a Keltie não merecia isso” ou, em seguida, “O que vai ser do Ryan sem ela?” e não deu outra! Ela achou um noivo maravilhoso  e está vivendo a vida dela. Quando o Brendon fala “o que seria da minha cabeça se não  fossem meus ombros ou seu sorriso?” ele estava falando que sem o Ryan ele se sentia perdido, inapto pra fazer qualquer coisa. Sem a aprovação de Ryan, ele não ia conseguir viver direito e que ele sempre estaria sendo seguido pelas lembranças e sentimentos. Basicamente, assim como Keltie é o equilíbrio do Ryan, o Ryan é o equilíbrio do Brendon. 

C’mon, c’mon, with everything falling down around me I’d like to believe in all the possibilities. 

Acho que essa frase sequer precisa de muita explicação, mas mesmo assim, o farei. Quando o p! se separou, o B ficou muito triste e todos sabem. Estava na cara dele desde Open Happiness (que é uma puta ironia, ele estar falando sobre felicidade quando por dentro ele estava completamente morto, dolorido ao ponto de não conseguir ser o nosso Brendon Urie de sempre, o sorridente, o com olhos apagados e um sorriso falso). As pessoas a volta dele diziam que ele era forte, que ele ia sair dessa e que se conheceria muito mais. Que no final da estrada, ele acabaria rindo daquilo tudo o que estava vivendo. Só que eu acho que ele ainda não encontrou o fundo do poço e nem mesmo a forma de subir. 

ps: algumas pessoas traduzem esse “c’mon” como “vamos”, eu  traduziria como “qual é?” e eu explico. É como se ele debochasse de si mesmo por não conseguir acreditar no que ele falou e em outra parte da música isso fica ainda mais claro.

If I should die tonight, may I first just say I’m sorry?  For I never felt like anybody I am a man of many hats although I never mastered anything but I am ten feet tall. I’ve never felt this tall since the fall, nobody seems to know my name so don’t leave me and sleep all alone. 

A parte do Nate é bem interessante. Às vezes eu fico pensando que ele pensasse que estava sozinho o suficiente para achar que ninguém sentiria sua falta, porque ele parecia mentir tão bem para as pessoas a sua volta, que ninguém o compreendia o suficiente. Às vezes acho que ele estava de alguma forma, querendo fazer com que a dor parasse ou mesmo que ele estivesse falando de matar sua própria essência pra conseguir sobreviver a própria queda. Mudado ou não, Urie é um sobrevivente. Da mesma forma que ele nunca dominou a própria vida, de que ele nunca precisou tomar decisões importantes, o gosto desse tipo de liberdade, de poder, e principalmente de achar que pode tomar conta de algo importante como a banda, ser alguém de fato, pode fazer com que a pessoa cresça demais! No caso dele, se sentir andando nas nuvens, mais alto e superior que tudo, não foi algo bom. Já que ele estava perdido e agora ninguém mais reconhece o verdadeiro Brendon que está perdido dentro de si mesmo, clamando por uma saída.

Maybe stay lost on our way home. 

Eu sublinhei essa frase nas duas vezes em que apareceu. Acho que isso aqui é a chave pra muita coisa! Brendon está perdido e precisa de ajuda! Talvez ele esteja perdido dentro de si mesmo, buscando por alguma coisa que o mantenha de pé, compreende? Mas não se pode amar tanto alguém ao ponto de se anular que quando se perde, não se sabe o que fazer. Brendon sem Ryan não é completo e talvez ele fique assim muito mais tempo que prevemos. 

Try not to mistake what you have with you hate. It could leave, it could leave, come the morning. Celebrate the night it’s the fall before the climb shall we sing, shall we sing until the morning. If I fall forward, you fall flat.

Tente reparar um pouco apenas nas frases que destaquei primeiro. A primeira, tentar não confundir que tem com o que odeia, pode ser sobre se sentir mal por ser daquele jeito, por amar alguém ao ponto de não saber mais sequer quem ele é sem essa pessoa. Não confundir as lembranças boas com novos motivos de ódio. A  primeira frase é um mantra, como viver cada dia um após o outro, se descobrindo de forma verdadeira até que não existisse mais o que odiar em si próprio.   A segunda frase que destaquei, é como se ele colocasse uma segunda meta em sua vida: ‘caí, sim, mas tudo o que sobe desce e o que desce, sobe’. Como eu disse, o fundo do poço tem molas e quando os pés de uma pessoa finalmente as atinge, essas mesmas molas o impulsionam pra fora do poço. 

And if the sun should lift me up would you come back? C’mon. 

Deu pra compreender o que eu disse a respeito do “C’mon”. Oh, seria um “acorda, Brendon. Não tenha esperanças!” mas não adianta. Algumas pessoas consideram o Ryan como o sol. Eu também o considerei varias vezes assim; não só pelas metáforas das músicas, mas pelo brilho que ele tem, pela luz própria que ofusca todo o resto ao seu redor. Por ser um mal necessário, uma força da natureza que traz vida. Mas no caso de c’mon, eu acredito que ele diga que se ele conseguisse sobreviver à queda, ao seu levantar, se ele provasse que fosse capaz de brilhar, o Ryan não voltaria ao comando de tudo. E depois vem o deboche. Em saber que ele não vai voltar pra ajudá-lo. 

É isso. É uma das coisas mais Ryden que existe. 
Sua Lully. 

quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Bouce back to The Cab.

Panic! at the Disco são quatro garotos de Las Vegas, certo?

Errado. 

Eu quero focar em uma pessoa aqui especial e talentosa. Especial, porque tem um sorriso bonito, um jeito engraçado e cativante, porque é extremamente meiga. Talentosa, porque com apenas um violão, ele cativou Cash Colligan e Alex DeLeon para entrar em sua banda. Pra quem disse Ian Crawford, acertou. 

Há quem diga que Panic! at the Disco é uma banda formada por quatro garotos de Las Vegas. Bem, no começo era, até que entrou o Jon. Atualmente, Panic! at the Disco é uma banda formada por três garotos, dois de Las Vegas e um de Salt Lake City, o quarto... O Ian, ainda é tratado como banda de apoio. 

Acha que estou sendo injusta? Vamos então esclarecer por partes, certo? 

No vídeo-clipe de The Ballad of Mona Lisa (que um dia eu quero destrinchar detalhadamente só para descobrir se eu sou a única que vê a leve sugestão à santa inquisição católica ali), todos podem procurar. O Ian não faz parte do elenco do clipe. Aquele guitarrista é outra pessoa e até hoje eu não descobri quem ele é, só sei que não é o Crawford. Uma sacanagem com quem ajuda tanto a banda! Uma sacanagem com quem é uma das pessoas mais doces, receptivas e engraçadas que eu conheço. 

Sacanagem com o cara que toca com outros caras! (sempre vou rir dessa bio do Ian). Sacanagem ainda pior é ver algumas fãs (gringas) surtando porque ele falou com o Beckett, uma vez. Gente, só pra ficar claro, o Ian falando com o Beckett é como se o Ian falasse com o Ryan! Coisa simples! No caso do Beckett, quando ele ainda estava no The Cab, eles chegaram de tocar juntos. Então shut your fuck up! Vão primeiro conhecer o The Cab pra depois surtar. 

Na capa de Vices and Virtues: tem o Spencer e o Brendon sentados, o Dallon mascarado, uma capa idealizada pelo Dallon e o Ian? 

É, isso aí, de novo, ele não está presente na capa. Ele é sim pequeno, baixinho, quase um anão de jardim (mentira, ele é um amor de pessoa!), mas para o Panic! ele é apenas um quebra-galho. Nada além disso, porque eu acredito que se ele fosse, no mínimo, importante, ele seria ao menos incluído na capa e no clipe. 

Acho que o Ian devia falar como o Cash Colligan, ex-baixista do The Cab e um dos melhores amigos do Ian: “Eu saí do The Cab porque queria trabalhar com pessoas que não fossem idiotas”. Eu, entretanto, só queria que o Ian fosse realmente valorizado. (ps: A fala do Cash foi ontem, 27 de Dezembro de 2011, numa stickam que ele fez).

Ian Miles Crawford é de Washington, pra quem não sabe,  tem 23 anos, e ele foi descoberto a partir de um show de talentos que ele fez na escola secundária que estudava. Ficou no The Cab até 2009, quando juntou-se ao Panic! at the Disco para ser só um apoio musical de peso. 

Ah, algo que eu me esqueci de comentar! No post do “Uma nota do Panic! at the Disco” não existe uma nota do Ian, seja lá por qual motivo. Fato é que cada dia que passa eu fico mais revoltada com esse descrédito ao Ian, porque eu acho que os arranjos do panic! são fracos demais pro Ian, ele merece muito mais do que ele faz na banda e ainda por cima, ele não ganha nenhum reconhecimento. 

Eu não sei o que acontece com a banda entre quatro paredes, mas a desvalorização de Ian Miles Crawford me revolta!

Sua Lully. 

terça-feira, 13 de dezembro de 2011

Find Your Own Way to Get Home.

Estaria chovendo. O céu tá escuro lá fora e faz frio. Uns momentos estranhos me vêm a cabeça, como se eu os conhecesse de longa data. Talvez eu não saiba, talvez eu os conheça melhor do que eu imagine, porque de tanto imaginar como seria minha vida ao seu lado, começo a acreditar que é real.

Então, pego uma caneca de chá e começo a pensar um pouco mais. Afundo meus pensamentos sobre como sou errada em relacionar com você assim. Ao massagear minhas têmporas, rio de mim mesma. Talvez eu ame uma personagem que eu criei, que me incomoda toda noite antes de dormir, mas quanto mais conversamos, quanto mais te conheço, mais me encanto. Se existe aquela tal de “almas gêmeas” passo a crer que você é a minha.

E me lembro de algo que eu jamais te contei antes (e talvez eu jamais vá) que eu gasto forças pra te fazer entender que somos amigas, mas na verdade, eu sou como uma garota qualquer que sonha com uma casinha, longe de tudo, dos parentes, dos amigos, com cerca branca e jardim bonito. Gosto das minhas máscaras, não me entenda mal, mas gosto mais ainda da idéia de ouvir cada som característico seu, de ter um momento que eu vou ter que dobrar meu orgulho só pra te ver fazendo uma careta e dizendo que eu sou idiota. Se a questão é ser idiota, mesmo, por você, eu topo. A vida é assim mesmo, eu fico meio frágil de vez em quando.

Eu quero que chegues em casa, depois de um dia tempestuoso de trabalho, e me encontres pendurada em três telefones tentando descobrir com quem falo primeiro. Pediria um tempo a cada um e lhe daria um beijo, então, você levantaria uma sacola de uma lanchonete e cafeteria e diria “Vem jantar, querida. Trouxe daqueles que gosta tanto” então eu lhe responderia que preciso resolver umas coisas e depois de mais um pouco de tempo, você me contaria seu dia, trocariamos alguns beijos e iríamos pra cama.

E se eu fosse te dar um apelido carinhoso, este seria “Een”. Porque atualmente, enquanto escrevo meu casal ideal em uma fanfic, desejo ter uma relação (com você) igual a deles. Porque te idealizo enquanto escrevo. És tu o motivo de que eu canto, de que escrevo, de que vivo. Desculpe-me o desabafo, estou romântica.

Sua Lully.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

You're my safely place.

Hoje eu acordei bem diferente. Acordei querendo falar de algo que eu quase nunca falo. Talvez porque eu me sinta vulnerável demais quanto a isso e definitivamente eu não gosto desse sentimento. Na grande maioria das vezes, eu procuro lidar com meus próprios conflitos de forma calma e sucinta, mas hoje eu decidi escrever. Escrever para dividir (não meus problemas, mas meus sonhos) com quem ler isso aqui. 

Desde muito pequena eu descobri o que é cantar e embora eu não toque porcaria nenhuma, a minha voz é meu maior instrumento musical. Eu me sinto bem cantando, me sinto feliz e um tanto quanto realizada. Sabe, eu me descobri com a escrita desde meus seis anos de idade ou um pouco mais. Eu aprendi a ler e escrever muito rápido, porque eu sempre tive uma imaginação muito fértil, eu vivia sempre no mundo da Lua, cantando, dançando e escrevendo. Eu me lembro quando comprei minha primeira sandália de salto alto. Eu me sentia nas núvens e sabe qual foi a primeira coisa que eu fiz? Coloquei-a nos pés, apaguei a luz, liguei o som da minha casa e fiz um show imaginário. Acho que todo cantor teve o seu momento de show imaginário. Até hoje eu faço isso, os shows com os sapatos novos.

A verdade é que cantar pra mim pra mim se tornou uma necessidade, como se não houvesse vida se eu perdesse minha voz. No meu mais íntimo é como se eu fosse uma estrela! Até hoje eu sou insegura com relação ao que eu escrevo. Liguei o dane-se pras pessoas que insistiam em criticar meu modo de escrita e passei a receber elogios de todas as partes: tumblr, twitter, nyah, orkut e eu só tenho que agradecer à essas pessoas que acreditam em mim até mais que eu mesma, mas em questão de cantar, eu não consigo me sentir insegura enquanto penso nisso. Todo mundo tem um lugar seguro no mundo e meu lugar seguro é o canto. Não sou de me expressar, mesmo, mas no canto eu posso fazer isso. Cantar é cantar, sem mais. Cantar é música, é vida. Música é música e música é vida, simplesmente isso.
Paira sobre mim, com uma das mãos no bolso das calças. Uma mecha de cabelos escuros cai sobre sua testa mas ele não a afasta.
— Música é minha paixão. É eterna, resistente, duradoura como nada nesta vida.
— Nem todo mundo concordaria com isso. O que me diz das outras formas de arte? A escultura, a pintura, a literatura? E as pessoas? Algumas se casam e têm filhos para perpetuar uma união duradoura.
Ele me faz levantar e diz:
— A arte é duradoura, tem razão quanto a isto. Mas as pessoas não. As pessoas são a coisa menos permanente de todas. São as mais passíveis de serem substituídas, de serem descartadas. Você passará algum tempo comigo e logo, quando sua vida útil terminar, será substituída por outra. — Ele sorri, e me pergunto se está brincando ou se está sendo sincero.  Falsa Submissão, Laura Reese. 
 Infelizmente só quem toca consegue sentir o peso que a música tem na vida de quem a ama. Quando você realmente sabe o valor da música, você não suporta viver sem. É como um vício que te dá prazer, que te faz viver melhor. Quando a tristeza te incomoda, abre a boca e cante tudo o que te dói. Não existe remédio melhor. Após algumas músicas, seu corpo fica leve e é instantâneo sair um sorriso em seus lábios. Se está feliz sua felicidade só tende a dobrar.

Música apazigua conflitos, desfaz incertezas. Música quando vem da alma destrói muralhas, preenche vazios, abraça solitários. Cada nota de uma música expressa exatamente o que você sente, o que você quer libertar e compartilhar com quem ouve. Música é muito mais que a melodia, que o arranjo e a voz. Música vem do coração daquele que a tem tatuada na alma feito versos de uma poesia.

Muitos não compreendem porque eu canto, muitos não me compreendem porque eu costumo dizer que me misturo à música, porque ela fala por mim quando eu não quero falar. Dane-se os outros, eu só quero cantar.

Sua Lully.

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

16 motivos pra acreditar em Ryden -Kaleidoscope Eyes.

Kaleidoscope Eyes.

I’m a disappearing act done poorly but if I get it right you’ll miss me sorely. I look like the cat just ate the canary, coughing up feathers.

Engraçado, Brendon mudou completamente a banda e apostou nisso. Apostou em que seu novo sonho, sozinho, poderia dar certo. Poderia colocar aquilo no topo. E então, ele sabe que os meninos iriam sofrer a dor de não participar do movimento que traria de volta o Panic!, mesmo que a banda fosse completamente diferente. Ora, não estamos diante dos meninos do A Fever... – e por Deus o som do Vices and Virtues não tem nada a ver com o som do primeiro cd, porque as influências musicais do Ryan se retiraram da banda – mas estamos diante de homens formados pela dor.

Acho que quando ele fala do gato que comeu o canário, pode se tratar de algo teatral, como pode não ser tanto assim. Acho que o Brendon pode estar falando que agora ele engoliu parte dos próprios medos ao tentar algo que alguns fãs esperavam somente por despeito.

There’s a “get out of jail” card if I can think something clever. I plead the fifth on all of this.

Acredito que ele esteja falando sobre se livrar da ditadura que era deixar o Ryan montar todo o esquema da banda. É claro que o Ryan ouvia opiniões, mas estamos falando do Ryan Ross e é muito provável que era sua soberania que sobressaia no p! e agora o Brendon está querendo ser o Ryan e está tentando aprender como funciona isso. Ele estava certo, lançar um álbum da forma que o Vices and Virtues é com referências mínimas ao antigo Pretty. Odd., reconquistou um público que não era mais dele e deixou outras pessoas decepcionadas. Quem é que agrada todo mundo mesmo?

When your chips are down and your drinks are all gone. I’ll still be here, wishing and waiting for you to come on. Kaleidoscope eyes, sparkle at the world.

Eu acho que quando ele fala sobre as fichas acabarem e os drinks também, acho que ele está falando sobre as oportunidades do Ryan se esgotarem, sobre o coraçãozinho do Ryro não achar mais nada que, musicalmente, o acolha, provando que o B estava certo, mas como a frase a seguir mesmo diz, ele está esperando a volta do Ryan pra sua vida, pra lhe ajudar de novo com tudo, mas o Ryan parece não escutar.

My emerald city, downtown girl.

Vou parar aqui porque essa é uma das coisas que eu vou perguntar claramente ao Brendon, porque é uma dúvida me não me deixa dormir desde que eu ouvi Kaleidoscope Eyes pela primeira vez. Todos nós sabemos que Emerald City pode vir do “Mágico de Oz” já que o Brendon gosta pra caramba desse livro/filme, mas como ele se refere à uma prisão no começo, sempre pensei que esse emerald city podia ser a prisão de Oz que tem uma ala que se chama Emerald City. Oz, o antigo seriado da HBO.  

Sobre “Downtown girl” eu sempre digo que se trata do Dallon. Não sei de qual bairro de Salt Lake City  o Dallon pertence, mas se for de Downtown pode ser disso que ele estava falando. Quem me conhece sabe que, diferentemente, da maioria das pessoas que querem conhecer os EUA, geralmente têm uma paixão por NY ou Orlando. Eu, ao contrário, tenho uma paixão maluca por Salt Lake City, Utah. Existe o Downtown em Salt Lake que é  um espaço onde fica os melhores restaurantes, as melhores estações de ski, as melhores áreas de lazer e ao contrário do que o nome fala, downtown não é o centro de Salt Lake e sim um bairro “normal” da cidade. Então... mas eu posso estar fantasiando demais e isso ser apenas uma garota comum de um centro de uma cidade qualquer.

In the sickness of you, I’m just a white blood cell fighting like hell for you.
Eu imagino que o Brendon esteja falando das lembranças. Acho que ao mesmo tempo ele esteja falando do jeito do Ross que mudou conforme os anos. Eu não sei, eu deixo a opção em aberto, mas tenho pra mim que ele esteja falando da mudança que o Ross sofreu desde que o panic! explodiu.

I’m just a crook with no intent or stash. Pour gasoline on the vault just burn the cash.

Novamente o Urie volta a criticar a atitude do Ry, volta a criticar a saída do Ryan e as próprias contas para pagar, mas ele não sentia vontade alguma de cantar. Não tinha onde se esconder e mesmo assim faltava vontade de viver.

I swear to God I’d never heard a better sound coming out then when you’re whimpering my name from your mouth.

Mais um momento “eu sou do sexo” by Brendon Urie. Eu tenho pra mim que o áudio quando ele canta isso, ele está mergulhado em lembranças do Ry, porque pra fazer aquela voz, sendo o ator mais ou menos que ele é não dá pra acreditar. De verdade.

I’ve got an insatiable desire for your insides. It’s undeniable, I’ll conspire and pull against your body tonight.

Mais uma vez o Urie assumindo que está com vontade do Ryan perto, mas nada muito inocente. Vamos reconhecer uma coisa. Estamos falando de Brendon Urie e esse é o jeito dele de falar que ama, já que se você levar em conta que o B já falou que se a mãe dele não fosse mãe dele... ou quando ele ofereceu Always pra ela, ele disse “Obrigado por fazer sexo com meu pai de novo” você pode imaginar que isso é uma declaração de amor à la Brendon Urie. 

Sua Lully.

16 motivos pra acreditar em Ryden - Bittersweet.

Bittersweet.

Outra música antiga. Datada de 25 e 28 de agosto de 2009 no twitter do Brendon. Fora os dois dias que Brendon citou bittersweet em seu twitter. Isso me faz crer que essa música também é da leva das antigas e faz com que a gente compreenda que há muito mais sobre a separação nela do que o próprio Brendon queria falar.

No começo da música e no final, existem algumas coisas ocultas. Eu não sou muito boa com ouvir, mas eu escuto o Brendon cantar no começo: "Scream, Scream, bittersweet yeah", mas eu não sei se ele realmente fala isso antes de começar a cantar, como também não estou certa do final que é: "You and me are bitter than sweet all the time." Volto a dizer, eu não estou certa, mas se for mesmo isso, o final tem muito a dizer. As opiniões não se batem, mas eles insistem em ficar juntos. Simples e doloroso assim. 

I’m just setting, I’m just setting a trap. I’m not pulling, no, I’m not pulling for you.

Certo. Essa é uma frase que Brendon postou no twitter. Eu acho que quando ele cita essa armadilha é o fato de ele está preparando uma armadilha: músicas agitadas, shows cheios de gayzisse , como está sendo para o povo esquecer completamente do Ross. Todo mundo sabe que o Brendon não quer mais ser ligado ao amado. Não que isso vá realmente dar certo. E quando ele diz que não está torcendo pelo Ryan, é uma manifestação de raiva. De quando ele fala que vai doer o tombo do Ryan, mas e daí? Ele não está torcendo mesmo pra isso dar certo.

You’re just pulling me in i’m not a betting man but this is a sure thing.

Brendon sabe que o Ryan nunca teve a intenção de feri-lo, embora o tenha feito. Brendon sabe que Ryan estava torcendo pela banda do Urie, para a vida do Brendon dar certo, mas este sabia que a do Ryan não ia ficar bem e ele reafirma isso, por varias vezes durante suas composições.

I’ve been to Tokyo and to South Africa.

Você se lembra quando o TYV lançou o “Take a Vacation” e o Jon e o Ryan disseram que as férias favoritas deles foi quando, ainda com o Panic!, foram para a África do Sul para um safári? Então, essa é  referência.

So many places. Can’t you may say I’ve seen it all. But my favorite place is the warm embrace of holding your hair back in a bathroom stall.

Brendon agora relembra exatamente um dos momentos bons que ele viveu ao lado de Ryan. Eu não sei dizer se esse momento no banheiro foi na África do Sul, mas pode ser. Como não. O fato é que ele sente falta disso, dos abraços, dos banhos e de tudo que só o Ry causa a ele.

Everything I do is bittersweet, you could tell me secrets that i probably repeat. I’m not trying to hurt you I just love to speak. It feels like we’re pulling teeth. So bittersweet.

Outra que o Brendon postou no twitter. Tudo o que ele faz parece agridoce, porque ele sabe que suas atitudes estão machucando o Ry, mesmo que ele não queira.  Quando ele diz “It feels like we’re pulling teeth”  que ao pé da letra significa “parece que estamos arrancando dentes” mas na verdade isso é uma expressão que caracteriza algo muito difícil.  Então, quer dizer que está sendo difícil pro Brendon fazer com que a ausência passe.

I guess that’s how it’s gotta be.

E tudo deve estar acontecendo como deveria, diz o Brendon, porque ele tem que enfrentar as conseqüências dos seus atos. Enfrentar a falta de fama e a revolta de alguns fãs que não é mesmo nada fácil.

All that hate is gonna burn you up it keeps me warm at night. Warmer than anyone.

Algumas pessoas acham que quando o Brendon canta essa frase ele está falando do Ryan, mas eu acho que ele está falando de si mesmo. Ele não tinha muitas informações de como o Ry estava então, eu acredito que o Brendon estava odiando tudo o que estava vivendo por causa da saída do Ross da banda. Ele não gostava da tristeza que sentia. Sabe quando você simplesmente cansa de ficar triste com os fatos e passa odiá-los pra ser um combustível pra começar a se recuperar? Bem, eu acho que é isso. Que ele se mantém aquecido pelo ódio na intenção de provar pra Ryan que pode viver sem ele.

I think how many drinks I’ve had, no more in either hand. No more in either hand. I’m surring on purpose and it’s certainly worth it.

Brendon fala mais uma vez sobre beber desenfreadamente. Sobre beber sem pensar no amanhã, porque esquecer tudo vale a pena. Esquecer, mesmo que por um momento, tudo o que ele está vivendo vale a pena. É triste, mas real.

You and me in a proverbial tree. It’s such a mystery, why you’re here?

Bom, o que seria algo proverbial? Porque provérbios são aqueles exemplos usados como ditados populares. Sendo eles como provérbios, seria como se todo mundo falasse a respeito, embora tudo seja muito misterioso pra as pessoas que vêem isso, mas eles são metaforizados e verdadeiros. Quando ele diz “why you’re here?” seria na cabeça dele. Brincando com as lembranças, matando-o aos poucos.

You became as clean as cellophane. My voice of reasoning I don’t think I can take the way you make me out to be.

Quem conhece papel celofane? Minha mãe conta que quando a televisão era em preto e branco, ela e os irmãos faziam pequenas listras de papel celofane pra que a televisão ficasse colorida. Celofane é transparente, mas tem de várias cores. Eu te dou duas opções: a) ele pode ter achado que o Ryan foi claro no que disse, mas só conseguiu tirar conclusões ruins, porque o celofane só tem uma cor, então pode ser que ele só tenha concluído o que ele queria ou b) ele disse exatamente sobre a transparência do Ryan em tudo o que conversavam. Que ele foi claro quando destruiu a sua vida.

Todo mundo sabe que era o Ryan que mandava no panic! dirigia a coisa toda. Todo mundo sabe que os shows, que as roupas, os cenários, tudo mesmo vinha do Ryan. Agora que o B está conhecendo completamente esse lado de mandar, o lado orgulhoso do mundo, está dizendo que a partir de agora ele não vai ser mais o mesmo cara. Não vai ser mais o mesmo cantor. A partir de agora é uma nova banda.

...infelizmente.
Sua Lully.

terça-feira, 4 de outubro de 2011

16 motivos pra acreditar em Ryden - Oh Glory.

Oh Glory.

Eu realmente não sei se vocês se lembram quando foi que eles soltaram “Oh Glory” os tais 30 segundos que quase piraram todo mundo. Eu me lembro que eu tinha dito “Panic sem Ryan e Jon não é Panic” e depois que a banda lançou essa música uma pessoa que costumava ser minha amiga me disse “Panic sem Ryan e Jon é mais Panic que nunca” mas ela estava completamente errada. Claro que o Vices and Virtues é um CD lindo, que eles são capazes de compor e de fazer sucesso sem Ryan e Jon, mas não é o mesmo. Não é o mesmo sorriso e nem nada mais é o mesmo. Oh Glory veio pra dizer “nós vamos soar assim e pronto. Nós estamos trabalhando em um CD ótimo” que demorou mais do que a gente imaginou. Oh Glory foi um marco e foi por isso que eu demorei tanto pra gostar dessa música que é, de longe, uma das que mais me descrevem do p!

Oh Glory, mesmo inteira, ainda é uma demo. Eles podem mudar totalmente a música e eu espero que não, ou eu vou chutar muito a bunda branca do Urie. Eu amo demais essa música pra aceitar mudanças. Me basta Nearly Witches.

I can only it’s true enough that every little thing I do for love. Redeeems me from the moments I deem. Worthy of the worst things that I’ve done. It’s saves from myself at times of envy when I’m missing everyone. 

Acho que essa é uma das estrofes mais Rydon que tem no mundo e também pela data que ela foi lançada, é uma das músicas que mais tem a falar sobre a separação. Fala sobre se sacrificar durante anos por amor a alguém, fala de fazer a vontade de quem ama acima de sua própria vontade, apenas para ver quem ama feliz. Exatamente o que o Brendon fazia com o Ryan. Ele se anulava completamente só pra que o Ryan fosse o cara que mandasse em tudo e em todos. Brendon simplesmente deixava que tudo ficasse nas mãos deles, mas mesmo assim o Ryan viu defeito e saiu fora de tudo o que eles tinham construído jutos. Mas o Brendon acha que pode dizer: “eu dei o meu melhor, eu tentei.”

If I wake in the morning I only need two more miracles to be a saint. Everything I promised to everyone I’d be, well, I just ain’t. 

Eu disse, isso me descreve. Brendon poderia estar falando aqui que ele ia conseguir se levantar depois de tudo o que foi dito, pode ter prometido ao mundo que não deixaria o Ross abatê-lo, mas ele sabia que era tarde demais e pela data novamente, que foi dias depois da separação, eu digo com toda a certeza que ele sabia que estava caindo naquela depressão terrível, que agora ele está se apoiando em Sarah, bebida, cigarro, amigos e música. Até quando isso vai sustê-lo, eu não sei.

Lately it seems like everybody is sick, everybody is died. Build to myself a wall of unhappy hearts and only my heart knows my head is lying, lying. 

Certo, quando você está cansado do mundo em que vive, parece que o mundo todo aponta pra você e te cobra, mas chega um ponto que parece que até o mundo cansou de te cobrar, sabe?  Quando você está tão frustrado consigo mesmo que todo mundo em sua volta também se cansou de toda essa frustração. Pois é, é exatamente isso que ele diz na primeira parte. Na segunda ele faz uma proteção pra ele não demonstrar seus reais sentimentos, sejam eles por Ryan ou por qualquer outro existente no mundo, ele só quer se esconder até aprender a mentir de fato. Olhos são espelhos da alma.

Oh glory I think I see you around the bend and I think I’d try any pose and get there in the end. Oh glory.

Ele sabia enquanto compunha essa demo que sem o Ry ele estava completamente perdido e sem saída, mas ao mesmo tempo sabia que seu próprio esforço o faria subir no mundo onde ele queria estar. Precisava desesperadamente chamar atenção pra poder continuar vivo.

When i’m looking past the silken sheets. Take a breath to notice I’m between every little piece to thread and memories that constitute your dreams.

Pronto. Nessa parte eu não preciso falar uma palavra sequer. Pra quê? Mas eu vou falar. Acredito que quando ele está deitado nos hotéis, nos lugares por onde ele já passou com o Ryan, ele começa a lembrar das coisas que viveram ali, desde as coisas mais inocentes e as coisas mais sexies. Brendon é sexual demais, nunca dá pra esquecer isso. Ele acaba se misturando ao Ryan quando está pensando nele.

Sua Lully.

16 motivos pra acreditar em Ryden - Sarah Smiles + Nearly Witches (Ever Since We Met).

Sarah Smiles.


Certo, acho que essa é a única música no Vices and Virtues que não é direcionada para o Ryan. Pra quem não sabe, o namoro de Sarah e Brendon começou dia 14 de fevereiro de 2008, que é o dia dos namorados em 90% do mundo em que vivemos. “Sarah Smiles” foi o presente de dois anos de namoro que o Brendon deu pra Sarah. Há controvérsias quanto a essa música, porque ela é escrita pra inimiga numero um da maioria das “brendettes”, mas sejamos francas, Urie caprichou muito nisso. Fato é que Brendon fez um presente maravilhoso para sua então vamos a analise.

I was fine just a guy living on my own. Wating for the sky to fall. Then you called and changed it all, doll.

Certo, quando ele compôs essa música, o Ryan estava noivo da Keltie e conseqüentemente o Brendon acreditou que aquilo ia pra sempre e então engatou um romance que era apenas confortável, mas foi ficando sério com o passar do tempo. “Doll” é o jeito carinhoso que todo mundo chama a Sarah.

Velvet lips and the eyes to pull me in. we both know you’d already win. Oh, your original sin. You fooled me once with your eyes, now, honey. You fooled me twice with your lies and I say… Sarah smiles like Sarah doesn’t care. She lives in her world so unaware. Does she know that my destine lies with her? Sarah, oh Sarah are you saving me?

Bem, não há muito o que dizer, só que essas tais mentiras podem ser sobre a traição dela com o Jeremy, ou pode ser que Brendon estava falando sobre o sentimento. Que ele estava cansado de acreditar em momentos de amor eterno, já que o Ry vinha machucando-o durante anos seguidos. Um atrás do outro, loira atrás de loira, Brendon Urie só ia ficando pra segundo plano e isso doeu pra caramba. Então ele não acreditava mais no sentimento quando ela veio confortá-lo. Quando ele diz que ela vive desatenta, acredito que seja por não perceber que ele se esforça pra esquecer o Ryan, mas mesmo assim, ela continua ao lado dele consolando-o de certa forma.

Waking up  to a kiss and you’re on your way. I’d really hoped that you would stay but you left and went your own way, babe. I don’t mind take your time I got things to do besides sit-around-and-wait-for-you. Oh and I hope you do too.

Aqui eu acho que ele fala claramente do Ryan. Não o fato de ele esperar por ela, mas o fato de ela esperar para que ele possa ser de fato só dele. Três anos de relacionamento não se mantém com sexo bom e apesar de todos os boatos, ela deve ter mais qualidades que ser uma excelente cozinheira, ser fofa e engraçada. Ela tem algo que conquistou o B e nós não sabemos o que é.  


It’s killing me inside! Consuming all my time. You’ve left me blind! And when I think I’m right, you strip always my pride. You cast it all aside but I say…


Essa é a parte que eu mais gosto na música toda. Até usei isso quando eu estava noiva pra uma pessoa. Disse que ela estava roubando o meu orgulho, mas acho que ela não entendeu, enfim. O fato é que nem sempre um relacionamento se mantém firme sem brigas. E eu acho que aqui ele fala das coisas cotidianas que eles vivem. Não tem nada a ver com o Ryan, nessa parte.

Eu vejo mais Sarah Smiles como um agradecimento por alguém cuidar do coração ferido do Brendon que uma declaração de amor. Fato.

Nearly Witches (Ever Since We Met).

Essa é uma das músicas que eu mais gosto do panic! pra vocês terem noção, o meu livro foi baseado nessa música, tamanho o meu amor por ela. Eu tive um surto desgraçado o dia que a tracklist do vices and virtues saiu. Enquanto todas as fãs do Brendon surtavam com o fato de uma música pra Sarah estar presente no CD, eu surtava porque meus meninos haviam resgatado uma das músicas que eu sempre torci para ouvir no cd. Eu sempre amei Nearly Witches desde a primeira vez que eu ouvi, sempre. Aliás, não tem como não amar. Tanto a primeira versão quanto a última. Gosto mais da do Ryan, fato, mas essa também é excelente. 

Eu surtei pelo mesmo motivo que a maioria surtou. Na época eu falei tanta coisa que eu não me arrependo. O fato é que enquanto o Brendon trabalha feito um louco, o Ryan ganha nas custas da vendagem do “A Fever”, do “Pretty. Odd.”, do “Live in Chicago” e do “Vices and Virtues” porque a melodia e a frase “Here I am composing a burlesque” é dele. Então calem as merdinhas de boca de uma vez por todas pra falar que ele está passando fome. Ele não está. Enquanto tiver vendagem disso, ele vai ter direito aos direitos autorais. Enfim, vamos ao que interessa. 

My wingtips waltz across naive wood floors. They creak innocently down the stars. Drag melody. My percussive feet serve cobweb headaches. As matching set of marching clocks. The slumbering apparitions that they’ve come to wake up.

Bem, nearly foi trocada e isso ficou bem teatral. Não dá pra perceber muita coisa falando de sentimentos e de coração aberto. Como eu tenho uma história de livro pra isso, eu não vou contar aqui o que eu verdadeiramente acho. O fato é que se comparado a outra letra de Ryan Ross, tem um punhado de diferença e principalmente, acho que Brendon quis que seus fãs entendessem que entre ele e Ryan há uma diferença muito grande de composições. Se bem que ele não precisa de muito esforço pra isso. Todo mundo sabe bem. 

Here I am composing a burlesque out of where they rest their necks. Sunken in their splintered cradles and ramshackle heads. They ask for it. 

Certo, aqui a musica começa ser mais sentimental e menos teatral. Quando ele fala que está compondo uma farsa, usando uma frase que é do Ryan, ele sabe que a sua banda não vai soar igual para os fãs nunca mais, mas mesmo assim, ele continua tentando, compreendem? Porque por mais que sejam só meio panic! de um Brendon que não consegue ver mais do que o próprio umbigo, ainda é meio panic! são aqueles mesmos caras idiotas que foram obrigados a crescer forçadamente e aprender da mesma forma que estava na hora de conduzir uma banda sozinhos. 

“They ask for it” eu acho que ele (Brendon) viu todo o ódio que os fãs demonstraram ao defender o Brendon e o Spencer que ficaram em silêncio naquele momento, mas o Brendon viu a forma que eles foram atacados e diz apenas que eles pediram por esse ataque furioso.

As a girl, you have set your heart for haunting me forever from the start and it’s never silent!

Essa parte foi só mesmo pra mudar a letra original. Eu gostava muito mais quando era “as a boy I eat my wishes on golden tooth picks digest them with wolf intestines” mas tudo bem, se trocaram, eu aceito de bom grado. Fato é que logo em seguida, ele diz que desde o começo, o coração do Ryan o persegue, e que agora é doloroso e por isso nunca é silencioso.  

Ever since we met I only shoot up with your perfume. It’s the only thing that makes me feel as good as you do.

Desde a primeira vez que eu ouvi isso, eu fiquei na minha mente falando comigo mesma: “que puta saudade o Brendon soa nessa frase” e eu acabei fazendo uma brincadeira sexual com a primeira parte da frase, mas isso não convém. Brendon deixa claro nessa frase o tamanho da saudade que tem do nosso magrelinho desengonçado. Ele tem se apegado ao perfume que o Ross usa pra sobreviver sua ausência dia após dia. 

Ever since we met I’ve got just only regret to leave through and that only regret is you.

Essa é, pra mim, a melhor parte da letra. Desde a primeira vez que eu ouvi isso eu cheguei a ficar com isso no nick do MSN por meses seguidos. Porque essa é uma das melhores frases do panic! pra pessoas orgulhosas como eu, é a que faz mais sentido no mundo. Certo, vamos ao fato. Eu não sei exatamente que tipo de arrependimento o Brendon diz, sequer sei se, de fato, Brendon se arrepende de ter ficado com o Ryan ou de ter deixado ele ir, ou de ter falado demais pra ele no dia da separação. O fato é que ele passa o CD todo pedido uma chance pra conversar, pra ter o sinal dele sobre um possível reatar, mas novamente ele fica arrependido. 

Pra mim, a melhor hora da música é o final, quando ele grita exatamente a variação dessa parte. Eu acho que quando eu for a um show do panic! e eu  ouvir o Urie gritando essa frase: “I regret never letting you know” eu vou desmontar, porque ouvindo essa música no CD, eu já tenho um ataque quando ele diz isso. Porque ele se arrepende de nunca ter deixado o Ryan saber que ele estava arrependido de algo. Um arrependimento que parece transparecer nos olhos do Brendon, mas ao mesmo tempo ele tenta disfarçar com um sorriso bobo e brincalhão, mas como eu disse outras vezes, ele não consegue esconder sentimentos. Urie não tem essa manha. Você sabe o que ele sente só por olhar pra ele em uma foto. Eu chorei quando vi o Brendon na gravação do single de Open Happiness. Ele estava tão triste que eu quase entrei dentro do computador pra abraçá-lo e lá estava o sorriso forçado, tentando mostrar pra todo mundo que ele estava de pé. Mal-e-má mas estava de pé. 

How does a heart look if no one has noticed its presence? And where does it go? Trembling hands play my heart like a drum but the beat’s gotten lost in the show. 

É meio triste o que eu vou falar, mas eu noto o próprio Brendon aqui. Como pode um coração ferido procurar alento e ninguém notar sua presença? Como pode o Brendon estar tão triste e ninguém notar que ele não tem pra onde ir e nem quem o proteja, mas ele não está falando de amizade, mas sim de um amor intenso e puro. Um amor que ele encontrou no Ross. 

Certa feita, Keltie falou que o Ross quando quis impressioná-la, ele estava tremendo de nervoso em seu primeiro encontro. Ela disse que ele era inocente e eu acho que Brendon está falando exatamente desse Ryan que fazia seu coração acelerar, mas que se perdeu no tempo. 

Mona Lisa I’d please to pleased ya. 

O coral de crianças repete isso quando o Brendon canta “that only regret is you”. Como eu disse na Mona Lisa, sobre quem poderia ser, eu acredito que ele esteja dizendo que foi muito bom ter alguém como o Ryan por perto e que a Mona Lisa dele vai continuar sempre guardada no fundinho do seu coração. 

E vejam esse vídeo, sério, é de longe o melhor vídeo de Nearly Witches existente!
Sua Lully. 

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

16 motivos pra acreditar em Ryden - Always

Always.

Não é uma das minhas músicas favoritas das músicas do panic! e eu tenho uma opinião diferente. Acho a música é triste demais para ser dedicada para a mãe e namorada. Enfim, eu vou começar a falar dessa música de letra linda.

When the world gets too heavy, put it on my back. I’ll be your levy. You are taking me apart like bad glue on a get well card…

Me desculpe quem acha essa música apropriada para ser dedicada, mas acho que essa é a única parte que de fato serve pra esse tipo de coisas, mas voltando ao foco. Uma amiga que assistiu o documentário do “vices and virtues deluxe” e o Brendon volta e meia se vangloriava por ter feito tudo no panic! sozinho. Aqui ele retoma esse fato e fala que está com uma síndrome de super-herói, mas ao mesmo tempo, diz para o Ryan que ele vai agüentar qualquer coisa se ele quiser ficar com o Brendon, mas como todos sabem, o Ross não é dos mais humildes.

But it was always you falling for me, now there’s always time calling for  me. I am the light blinking at the end of the road. Blink back to let me know.

A primeira parte não te lembra nada? Então, eu te lembro com um pouquinho de clareza: “no, no, no, you know it will always just be me” que é parte da música em que associamos a Ryden e o passionate kiss. Novamente, Brendon pede a Ryan para dar um sinal de vida para que eles vivam em paz novamente.

I’m a fly that’s trapped in a web but I’m thinking that my spider’s dead. Oh, lonely little life. I could kid myself in thinking that I’m fine.

Você sabe como funciona a cadeia alimentar entre moscas e aranhas? As aranhas sugam as vidas das moscas enquanto elas estão em suas teias. Quando Ryan estava com o Brendon, o último vivia pelo primeiro como se não houvesse amanhã e agora que ele foi embora, tudo parece calmo demais, tudo parece estar dando certo, mas ao mesmo tempo ele sabe que é só uma ilusão que ele, Brendon, gosta de viver.

I’m skin and bone just cane and rusty throne, oh the castle’s under siege but the sign outside says: “leave me alone”.

Você compreende o fato de eu achar que a música é triste demais pra ser dedicada as pessoas a torta e a direita? Ele está falando que está doendo sim, mas seu orgulho – que ele aprendeu com mr. Ryan Ross – não quer que ele se apresente como o cara mais triste do mundo. Ele quer mostrar para o mundo que ele pode viver sem nada, sem Ryan, mas ao mesmo tempo, ele quer ser deixado em paz quanto a esse assunto. Mas que fã real consegue esquecer quem é, foi e sempre será, Ryan Ross?

Acho que eu sou a única fã que assume que existem músicas de sua banda favorita que ela não gosta.
Sua Lully.

16 motivos pra acreditar em Ryden - Ready to Go (Get me out of my Mind)

Ready to go (Get out of my mind)


Antes de eu começar a falar da letra dessa música e atestar mais uma vez meu ódio por ela, eu preciso falar do clipe. Pra quem não identificou, deu-se a entender que Ready to Go, clipe, foi o começo do The Overture maldito (que é outra coisa que eu odeio do fundo do meu coração), o fato de The Overture me ofender faz com que o clipe dessa música também me ofenda. Tem gente que costuma ficar apenas com a parte “cool” do clipe. Brendon dançando, e daí? Esse clipe é um começo pra Overture que é uma ofensa pessoal pro Ryan, principalmente quando eles dizem que eles sempre estiveram sozinhos quando todo mundo sabe que, na verdade, o Ryan era quem comandava a banda toda. 

Quem me conhece sabe que eu divido a banda em quatro fases: “A Fever”, que foi o começo, linda. Quatro meninos inexperientes, lançados no mundo da música que logo conquistou todo o mundo. Maquiagem, bailarinas, corações adolescentes batendo fortes. “Pretty. Odd.” Que foi – em disparado – a fase mais linda da banda. A fase que me conquistou enquanto fã, que me fez assumir de uma vez que eu era fã de verdade. Pretty. Odd., não teve maquiagem, dançarinas, coreografias e sequer um ryden decente teve, mas teve músicas com defesa clara aos direitos LGBT como em “Mad as Rabbits” e “She’s a Handsome Woman”. “Nine in the Afternoon” é a música favorita do Spencer se tratando do próprio repertório. Eu tenho argumentos pra defender essa fase por vários meses. A terceira fase do Panic! é a que eu chamo de “New Perspective” que é aquela fase em que o Brendon bota a mão na cabeça, se vê sozinho e fala “o que eu faço agora com essa banda?” ele se vê em um navio, com tudo pra afundar e sem saber como fazer pra pilotar aquele barco, ele pega o leme. E a fase “Vices and Virtues” que se equipara ao fato de “nós vamos mudar até você não nos ligar mais a Ryan e Jon”, simples assim.  Infelizmente, a maioria das pessoas não vêem assim.

Aliás, eu espero muito que minha profecia não se cumpra. Quando saiu o trecho de “Mona Lisa” eu disse a um amigo “só me falta vir gente que perdeu as melhores fases do panic! at the disco perguntar quem foi Ryan Ross, porque esse não merece ser digno de ser chamado fã de Panic! at the Disco.” Ryan está acima de ser só um membro que formou a banda, ele foi quem deu a ela a fase mais bonita, gay e apertável que essa banda já teve, em resumo. Ryan Ross, repito, foi a alma do Panic! at the Disco. 

You’ve got these little things that you’ve running from.

Você se lembra do dia em que o Brendon soltou uma foto no twitter e o Spencer comentou “every little thing is gonna be alright”? Bem, eu acho que é disso que ele fala aqui. Eu sempre retomo a mesma tecla de que pequenos erros de convivência e falta de diálogo estragaram essa banda que parecia inquebrável como uma família deve ser. Acho que ele está dizendo que o Ryan está fugindo de resolver os próprios problemas. 

You either love it or I guess you don’t.

Aqui eu acho que fala em plural. “Vocês podem amar isso, mas eu acho que vocês não.” Sabe, eu acho que ele fala sobre a banda que por fim se acabou. A idéia que amavam antes, já não faz sentido. 

You’re such pretty thing to be running from anyone. A vision with nowhere to go.

Aqui ele diz simplesmente que o Ross não precisa fugir de resolver os próprios problemas, ele tem que enfrentar tudo o que venha pela frente. Eu não sei o que aconteceu entre eles, mas parece que o Ryan cansa das pessoas e das coisas, e com isso, ele não enfrenta tudo o que vem pra não se ferir. 

So tell me right  now, ya think ready for it? I wanna know why you got me going?

Essa parte é interessante.  Principalmente a segunda parte. Todo mundo sabe que foi o Ryan que convenceu o Urie a viver inteiramente de música. Agora ele pergunta por qual o motivo real do abandono e agora ele pergunta se o Ryan está pronto pra tudo o que há de vir. 

So let’s go! We’ll take it outta here. I think I’m ready to leap, I’m ready to live. I’m ready to go (get me out of my mind, get me out of my mind).

Aqui é meio que uma referência ao maldito the orverture. Estava na hora de passar por uma prova de fogo, ver quem estava com eles, em questão de fãs, e principalmente estava na hora de mostrar pro Ryan que dava pra continuar sem eles. Quando eles falam a parte entre parêntesis fala sobre tirar essa obsessão de esfregar na cara dos meninos que podem continuar sem eles (e isso está me enchendo o saco, parei de ler entrevistas enquanto essa obsessão idiota não acabar). 

You’ve got these little things, you wanted something for ‘em. You’ll either get it or I guess you won’t. What does it really mean to get nothing for anyone? There’s a million ways it could go.

Bem, na primeira parte eu acho que eles querem dizer que não dá pra esperar nada deles (Ryan e Jon) que por maior que fosse a amizade, eles pareciam não compartilhar das mesmas idéias, das mesmas coisas.  Mas o que tudo o que foi dito quis dizer, pode ter um milhão de interpretações. Sabe, durante boa parte do cd o Urie chama o Ryan para dar algum sinal de que como as coisas vão indo. Ele convoca o Ross pra conversar, mas ele parece que não é ouvido, nunca, porque Mr. Ross é orgulhoso. 

Sua Lully.

16 motivos pra acreditar em Ryden - Trade Mistakes

Trade Mistakes. 

Placing a smile at the perfect event. Gracing your skin with side of my hand. If I ever leave I could learn to miss you. But “sentimental boy” is my non de plume.

Minha opinião é que o sorriso  do Ryan é a coisa mais linda que existe no mundo. Quando ele é verdadeiro, quando está descontraído. Nessa frase ele está assumindo que sente falta do Ryan, do sorriso dele, da textura da pele. Porque todo mundo sabe que Brendon é impulsivo, mas ele é sentimental. Sofre sozinho, ou seja, morre, mas não assume que dói, mesmo estando na cara que ele está sofrendo.

Let me save you, hold this rope.

Novamente acredito que ele está falando do fracasso dos projetos do Ryan e chamando-o pra si, para que ele deixe de ser orgulhoso. Que as portas da banda – e claro da vida do Brendon – nunca estarão fechadas pra ele.

I may never sleep tonight. As long as you’re still burning bright. If I could trade mistakes for sheep. Count me away before you sleep. So I’ll still awake ‘til I trade my mistakes or they fade away. 

Agora chegou o refrão e é bem interessante, porque eu comecei a pensar e do nada me lembrei de uma coisa. Foi exatamente por essa coisa que eu decidi pegar o refrão todo da música. Segue a parte destacada: “if I could trade mistakes for sheep”. Pra mim, isso é uma resposta para a música “Everyone but You” do The Young Veins, porque veja. “She comes to me when I dream. I’m tired of couting sheep to see her. I sleep because I need her. And everybody knows it but you”. Se o Brendon trocasse os erros dele por carneirinhos, o Ryan poderia contá-los. Certo? É engraçado, comecei a cantar a música e me veio isso na cabeça.

Eu acho que o Brendon passou muitas noites sem dormir pensando no que ele tinha feito de errado pra tudo o que ele amou e sonhou terminar daquela forma. Que por muitas vezes ele pensou que foram erros – que sei lá o que foi – que ele cometeu que transformou tudo o que ele estava vivendo em pesadelo. Talvez erros bobos, de convivência. Fato é que se você olhar com cuidado, a música se encaixa como resposta pra Everyone But You.

I’ll still awake till I trade my mistakes or they fade away. 

Todo mundo sabe que o principio do erro é a tentativa do acerto. Todo mundo sabe que ninguém acorda do nada dizendo “hoje eu vou errar feio e acabar com minha vida” e todo mundo sabe que erros têm conseqüências e conseqüências que vão mudar a sua vida de uma forma radical. Infelizmente, por mais que eu torça pro Urie ficar bem eu sei que erros não podem ser trocados e muito menos vão desaparecer. O pior dos sentimentos é a culpa que vai te acusar pra sempre. Infelizmente, Brendon só pode tentar esquecer que um dia perdeu o Ryan por algum motivo bobo, mas creio que ele não vai conseguir.

I feel marooned in this body. Deserted; my organs can go on without me. You can’t fly these wings. You can’t sleep in this box with me.

Certo, vamos por partes como sempre. As pessoas sabem muito bem que após a partida de um grande amor – e segundo minha mãe que vive dizendo que a dor da perda de um grande amor é como se você amputasse um membro de seu corpo – a primeira coisa é se sentir vazio. Extremamente vazio, deixado, como uma casa abandonada. Embora você esteja com um monte de lembranças que só vão te fazer sentir culpado, o vazio é a primeira coisa que você sente. Quando o Ryan fechou a porta da vida dele pro Brendon, este se sentiu justamente como eu estou dizendo: vazio, abandonado, desertado. Quando ele diz que seus órgãos podem continuar sem ele quer dizer que por mais inteiro que ele pareça, sua alma (que é de fato onde guardamos nossos sentimentos) ainda está presa ao amado de uma forma irreversível.

Quando o Brendon fala “You can’t fly these wings. You can’t sleep in this box with me” eu acho que ele fala do panic! Porque o Ryan já não se sentia mais parte integrante da banda e era a alma da mesma. O Ryan que era o mandão, que “fazia a banda acontecer”. De uma forma ou de outra, como uma vez ouvi uma pessoa dizendo, panic! at the disco poderia ser comparado a uma cirurgia. Ryan era o grande médico e Brendon seu assistente. Por mais talento que o assistente tenha, ele ainda está aprendendo a conduzir a sua sala cirúrgica sozinho agora que o médico precisou se ausentar.

So let me save you hold this rope. I’ll pull you in. ‘cause I’m an anchor. Save her or feel it sinking in. let me save you hold this rope I’m an anchor sinking her.

Bem, novamente por partes. Quando ele pede para o Ryan segurar em si que ele estará salvando-o e o colocando de volta pra dentro, eu acho que ele está falando muito firmemente sobre que se o Ryan quiser voltar pro Panic! seria muito bem vindo, mas ao mesmo tempo ele diz “a partir de agora, é do meu jeito, ou não é. Ou seja, você não vai mandar em nada” porque do mesmo jeito que âncoras são puxadas para dentro dos barcos, elas também são as responsáveis pros barcos não saírem do lugar. É como se o Ryan estivesse tatuado no B e não o deixasse continuar sua vida, mesmo com ele querendo tanto.

Há algum tempo, eu entrei em uma discussão em outros países para saber o que o Brendon cantava em oculto na “Trade Mistakes” e essa discussão chegou à seguinte conclusão:

“This is only greatest story ever told. We’ll lock it in my head to feedback to the world.”

Pro azar do Brendon, essa parte escondida é pra mim a mesma coisa de ele estar falando “olha, Ryan, nossa história é a maior que já contei, certo?” e ao mesmo tempo o fato de estar escondido deixa tudo ainda mais... vivo. Tudo o que o Brendon fez por amor pro Ryan estavam meio escondidos.

To Feedback é um verbo, segundo o lindo do Urban Dictionary, usado informalmente para duas coisas: aconselhar e contribuir. Eu uso o contribuir nessa tradução, mas vai de vocês, mesmo.A verdade foi que essa parte escondida na música foi o que me fez amar de fato e entender que a música fala muito do relacionamento que o Brendon se arrepende de ter tido e ao mesmo tempo sabe que sem ele, não seria nem metade do músico que é.

Sua Lully.

domingo, 25 de setembro de 2011

Panic! girls: seriam anjos, destruidoras de coração ou sortudas?

Nossos meninos do panic! tem a mania de arranjar suas garotas e muitos não gostam desses relacionamentos, ou porque elas os estragam, ou porque elas os afastam daquilo que chamam de OTP. Tem um milhão de motivos, mas fato é que as pessoas as julgam, muitas vezes por sua aparência que por sua personalidade. Sempre disse que se eles nos chamam atenção, é porque eles são diferentes. Vamos começar por uma das que eu mais gosto no mundo: Keltie Colleen. 

Eu comecei a acompanhar o panic! por meados de dois mil e sete e  infelizmente não vi essa garota conquistando o coração do Ryan. Ela é uma pessoa excepcional. Keltie Colleen é diferente de todas essas garotas, porque ela é tudo o que ela quer ser. Ela tinha uma carreira afixada como dançarina antes de fazer a coreografia para o Video Music Awards. A Keltie nunca exibiu o Ryan, a Keltie sempre quis o melhor pra ele, ela o colocava nos eixos, o amava mais do que qualquer outra pessoa um dia pôde amá-lo ou vai amá-lo. Keltie foi quem estava ali quando ele cresceu, deu todo o suporte que ele precisou. 

Definitivamente, eu não entendo como ou porque as pessoas conseguem odiá-la. Não é fácil esquecer alguém com quem você conviveu por quatro anos inteiros. Não é fácil você esquecer o que as pessoas te fazem, ainda mais uma pessoa que não vale a pena, como Kate Thompson. Quem deveria ser odiado por uma barbárie feita, era o Ryan que além de tudo o que fez, ainda teve a cara de pau de dizer que ele se arrependeria. Que depois de conhecer outros terrenos, ele se arrependeria e voltaria para a mulher maravilhosa que ela é.  Uma pena que ela já não confia mais nele. Keltie namorou também um dos integrantes da banda The Cab - uma das bandas favoritas dela e uma das melhores bandas que eu já tive a oportunidade de escutar - e atualmente está em outro relacionamento. As pessoas têm que entender que as pretensões da Keltie Colleen mudaram. Ela já tem mais de trinta anos, a vida dela já está estabilizada. 

Sarah Elizabeth Orzechowski. Ex-namorada do Jeremy, da banda Paramore. Existem vários boatos a respeito dela e nenhum deles é dos melhores. Sarah é uma bela garota, de fato, mas dizem que ela magoa demais os caras com quem sai. Dizem que ela traiu o Jeremy com o Brendon, ocasionando uma mágoa nele tão forte, mas tão forte que dizem que a Hayley – vocalista do Paramore – de quem ela é muito amiga, não queria ouvir sequer falar o nome de Sarah. O fato é que ela não tem emprego – ela tinha um site de designer de jóias, se não me foge a memória, mas ela o tirou do ar -, ela só fica em casa cuidando do Brendon e o agradando.

Ela é engraçada, é fofa, tem um sorriso fácil. Ela é boba, mas sabe ser séria e acho que isso – além do sexo – chamou a atenção do nosso Urie. Ele não é nenhum santo, ele demorou pra caramba pra se aquietar. Ela o ajudou demais quando ele teve em um estágio mais avançado de depressão (e não que ele tenha saído disso), mas ao mesmo tempo, ela tem certas desvantagens. Sarah não tem vergonha de viver à custa dele, não tem vergonha de exibi-lo, de provocar as fãs que já a detestam. Infantilidade, claro, mas cada um com seu cada um. Não somos ninguém para censurar nosso amado Brendon por enxergar a Sarah como a mulher da vida dele, por ele estar relativamente feliz com ela. Veja, se formos falar do Ryan, quanto tempo ele o esperou, estando solteiro? Quando ele achou que não havia mais solução, ele encontrou a Sarah e lutou por ela. Existe algo nessa garota que nós não vemos e que o atrai. Sexo, claro, sempre. Mas tem algo a mais. Sarah oferece ao Brendon casa, comida e roupa lavada. Ela atura calada todos os desaforos dele como... Brallon. Então, ele tem mais é que valorizá-la como já faz.

A nós, fãs, só basta esperar que esses boatos não sejam verdadeiros. Se um relacionamento começou com uma traição, pode acontecer de novo. E sinceramente não acho que o Brendon aguente mais uma decepção amorosa.

Me pergunto se existe algum fã de Panic! at the Disco que ainda duvide do amor que Dallon James Weekes tem por sua esposa, Breezy Dawn Douglas-Weekes. Acho que eu nunca conheci uma esposa de músico melhor. Uma pessoa que é mãe, esposa, amiga, fã e acima de tudo é divertida. Ela responde aos fãs, sem exceção, se você lhe perguntar algo decente ou disser algo engraçado a ela. 

Por um exemplo: eu brinquei com a Breezy, sem pretensão nenhuma de ser respondida, que ela deveria postar uma foto sem roupas, como a Sarah havia feito, se eu conseguisse subir a tag "#breezyalmostnaked". Eu passei dias rindo disso, não pelo fato de ter sido indiretamente respondida pelo Dallon, mas porque a Breezy perdeu parte do seu tempo com uma brincadeira boba feito a minha.

Fato é que se existe alguém sortudo no Panic! at the Disco, esse alguém é Dallon Weekes. Breezy não é dessas que você vai achar em qualquer lugar, ou em qualquer pessoa. Breezy é filha de dois artistas plásticos e de Salt Lake City. A garota seguiu a mesma profissão dos pais, sendo formada em artes. Ela trabalha em casa, vendendo roupas, acessórios e outras coisas mais pelo Ebbay e mesmo ela tendo conhecido a fama a pouco tempo, junto ao seu marido, ela não mudou. Continuou sendo mãe, continuou amiga, continuou feliz ao lado de seu marido. Simplesmente isso, não dá pra odiar alguém que nos mostra diariamente que é possível sim ser mulher de "rockstar" e ser simpática, não ser fútil e ainda assim ser fã do trabalho de seu marido.Eles têm uma relação invejável. Uma relação que deixa até pessoas como eu que tem aversão nata a palavra casamento, com vontade de ter casamento e filhos.

Bem, eu vou falar somente dessas garotas. Eu não tenho o que criticar da Heckenberg. Eu estou tentando mesmo conseguir gostar dela, mas já tem três anos que eu tento, porque eu não admito eu não gostar de uma pessoa só porque ela namora o meu ídolo, mas são três anos que eu tento em vão. Eu sempre procuro um motivo pro Spencer estar com ela desde que ela tinha 16 e ele tinha 18. Ela tem a mesma idade que eu tenho - vinte e dois - e o conheceu antes de ele ser o Spencer Smith do panic! at the disco e talvez fosse por isso que ele a ame tanto. 

Sua Lully. 


Fã mesmo, sério?

Existe uma diferença grande entre ser fã de uma banda, curtir uma banda e ser poser da mesma. Todas essas opções têm uma diferença muito grande e tudo depende de sua admiração pela banda. Bem, eu  vou tentar falar um pouquinho disso, porque tem surgido muito na minha timeline no Twitter ou na minha Dashboard no tumblr e eu realmente quero falar sobre um coisa que me incomoda.

Eu conheci o termo “poser” em 2006, quando me apaixonei por FOB após ouvir “Sugar, we’re going down” que ainda é uma das músicas que eu mais gosto – não é minha favorita da Fall out Boy (que é a Nobody Puts Baby in the Corner) – e acabei encontrando pessoas que não conseguiam ver além do Peter Wentz, que mal cantavam as músicas da banda. Eu demorei quatro longos anos pra conseguir ter quatro dos CDs da banda comigo e por mais que em formatações eu tenha perdido os primeiros CDs da banda que eu tinha no computador, eu ainda tenho muitos áudios deles. Eu me apaixonei pela banda, mas eu sabia quem era o Joe, quem era o Andy. Eu sabia quem era o Patrick e o que cada um deles falava e lia tudo o que eu podia ler a respeito deles, na época. Nessa mesma época que eu odiava minha banda favorita.  Todo mundo que ouve uma banda da Fueled by Ramen sabe que é como um efeito dominó; se você ouve uma banda deles, ficar sem conhecer as outras é simplesmente impossível. Se você ouve, por exemplo, Cobra Starship, você consequentemente vai ouvir falar de William Beckett e se você ouvir The Academy Is... provavelmente você vai ouvir falar de Travis McCoy que vai te fazer ouvir Gyn Class Heores e isso vai te fazer ouvir Fall Out Boy por causa do Snakes on a Plane.

Outro exemplo é se você ouvir Fall out Boy, a conseqüência mais imediata é você conhecer Panic! at the Disco, porque o Ryan fez guitarra pra banda no Infinity on High e se você escuta Panic! at the Disco é fácil você escutar falar de bandas como The Cab (que foi o Spencer que apadrinhou), como fun. como The Hush Sound e se você ouve The Hush Sound, é uma cosequência ouvir Gold Motel.

O fato é se você faz parte de uma banda da FBR é conseqüência ser ouvido por muito mais gente que você pensa que é escutado. Você vai lidar com três tipos de pessoas. Aqueles que te admiram por quem você é, pelo seu trabalho, pelas suas palavras e pelas suas atitudes. Aqueles que te observam com olhos atentos, que te criticam quando necessário, que ficam tristes junto com você, que se alegram com você, quase como se fossem parte da sua família. Aqueles que sabem quem você é, gostam de uma ou duas músicas de trabalho, das suas apresentações e pronto, chega e aqueles – que são os piores – que te amam porque você é bonito, que te ama porque você é sexy, que tudo o que você canta é perfeito. Aqueles que ficam bravos quando alguém aponta seus erros, falando que você precisa melhorar aqui ou ali. Pessoas que te tratam como se você não estivesse sujeito ao erro. (Ok, vamos deixar uma coisa clara, todas as bandas passam por isso e não só as da FBR).

O que me incomoda nessa discussão é que eu leio pessoas falando “eu sou fã, não sou Wikipédia” e eu me pergunto sempre que vejo essa frase: desde quando Wikipédia é uma fonte de informações confiáveis de seus ídolos? Qualquer um pode simplesmente editar uma informação ali, alterando ao seu favor, como foi o caso da tal “Paula Saporta”. Até eu que não sou fã da banda – ouço a banda da mesma forma que ouço Paramore – sei muito bem que o Gabriel não tem essa tal irmã, mas ela está lá na Wikipédia. Então, não confiem nas informações que você acha lá e não compare o seu amor por uma banda com algo tão supérfluo.

Como eu disse antes, existe uma diferença muito grande entre o fã verdadeiro e o fã poser. Eu costumo comparar o fã poser como se compara um amor e uma paixão. Porque todo fã um dia foi poser. Um dia se deparou com informações vindas de uma outra pessoa quando começara sua “carreira” de fã.  Fã poser é aquele que afirma ser fã verdadeiro com veemenia, não admite que falem mal do seu ídolo, porque não sabe que aquele que está falando mal ou falando uma verdade está certo. Que acha que seu ídolo é o melhor naquela área quando ele não é.

Me lembro quando uma revista lançou uma lista com os cem melhores guitarristas de todos os tempos. Eu me sentei na frente da TV e fiquei “Ryan, Ryan Ryan Ross!” mas ao mesmo tempo eu ria de mim porque me falava “Claro, o Slash é melhor do que o Ryan, mas eu quero o Ryan no topo dessa lista”. O fã tem bom senso, o poser não. Não é uma questão só de conhecer a banda a mais tempo, de ter mais informação é uma questão de conhecer o que seu ídolo está sentindo com o olhar, é conhecer a personalidade do seu ídolo com base do que ele fala, do que ele faz, do jeito que ele vive. É olhar a vida dele de fora, apontando as sugestões ali que poderiam facilitar a vida dele, se ele as seguisse, sem julgamento. Como você ser melhor amiga do seu ídolo, mesmo que ele não te conheça, não te olhe, não te admire metade do que você o admira.

Você ama seu ídolo desinteressadamente, você está ali por ele, mesmo sabendo que no seu momento mais difícil ele não vai te fazer companhia fisicamente. Seus pensamentos estão sempre na felicidade do seu ídolo, algumas vezes, acima de sua própria. Você não tem medo de dizer pra seu ídolo o que vier na sua cabeça, a verdade dos fatos, o que seus fãs acham verdadeiramente dele, mas sabe que se encontrá-lo na rua pra dizer tudo aquilo que planejou por horas, dias, meses e, até, anos tudo desaparece. Você está na frente dele e o mundo não mais importa. Sabe, algumas pessoas acham que seus ídolos são deuses, mas eles não são. Eles são humanos lutadores com talento e sorte. Muita sorte.
O poser também ama, mas é prepotente o suficiente pra achar que não erra sobre seus ídolos. O poser acha que ele é invencível, infalível, acha que sabe tudo, mesmo tendo conhecido-o a uma semana. É simplesmente impossível saber tudo de uma pessoa em uma semana de conhecê-la. É impossível, simplesmente, saber tudo de uma pessoa com a qual você não convive diariamente. É impossível formular opiniões sobre pessoas tendo tão poucas informações. Da próxima vez que você encontrar uma frase “eu sou fã, não Wikipédia” como essa por aí, diga: “eu sou fã e não familiar” porque só quem conhece uma pessoa de verdade é aquele que convive diariamente com ele.

Existe aquele que você pergunta: “ah, você ouve essa banda? *-*” e ele te responde: “ouço, mas não é minha favorita” ou “ouço, algumas músicas” ou “ouço sim, é ótima, mas não sou fã.” Esses não merecem ser chamados de posers, eles apenas são aqueles que provam que a banda é boa. Que incentivam a banda pelo trabalho dela, sem realmente “conhecer”. Eles não precisam saber os nomes completos dos integrantes, eles só admiram o trabalho e o passa adiante.

Ah, outra coisa, só porque uma pessoa escreve o nome do ídolo errado, não quer dizer que seja poser. Vamos supor que essa pessoa é fã do Incubus e do Panic! at the Disco, vai ser muito fácil ela confundir o Brendon Boyd Urie com o Brandon Boyd, certo? Só troca uma letrinha nos dois nomes. Não dá pra julgar sem conhecer! Poser é aquele que ama uma única música, não conhece o trabalho do seu ídolo, só aquela música, julga-o, interage com os fãs como se fosse um deles e ainda se ofende quando o fã xinga seu ídolo! Simples assim.

Você não é Wikipédia, mas o volume de material que você tem sobre seus ídolos te faz mais bem informado que esse site. Você não é mesmo Wikipédia, porque você ama seu ídolo e se você pensar que um dia amor de fã acaba, saiba que ele amadurece, que ele reproduz, mas não morre.

Sua Lully.