quarta-feira, 9 de março de 2011

Sonhos mortos. Novos sonhos...

É um bocado engraçado, já que eu venho aqui para falar de algo tão banal que várias pessoas falam a respeito e isso andam mexendo comigo. Eu admiro pessoas que lutam por sonhos, eu admiro pessoas que os têm, que luta pela realização deles, já que eu não o faço, embora tenha muitos sonhos.

sonhos mortos, na verdade... 

Ao contrário de que se tem notícia, é muito fácil ter seus sonhos destruídos e se sentir frustrado. Às vezes você realmente não faz nada para realizá-lo, mas seus sonhos são frustrados antes mesmo de começar a alçar voo. E não é que eu goste muito de falar a respeito de sonhos, eu tenho sido cercada de incentivos para lutar pelos meus. Não que apareça pessoas em minha porta, ou surja pessoas aqui em minha casa para dizevr que eu tenho futuro, ou o oposto, mas veja as coisas acontecem aleatóriamente e  me fazem crer que eu sou capaz de conseguir sonhar e realizar meus sonhos. 

Na semana passada eu fui à aula de inglês e o diretor de lá - que já me chama de escritora, sem ter lido muito das coisas que eu escrevo - me disse: "Essa garota tem futuro". Dizem que os mais velhos têm sabedoria e têm visão de futuro. Eu fiquei com isso na cabeça, compreende? Pensando por horas a fio. Essas coisas não são muito do acaso, ainda mais quando a sua frustração é mais forte que sua vontade de lutar. Depois eu assisti um filme, sobre uma tal de Lavagirl, onde dizia que "Tudo o que existe, um dia foi apenas um sonho", o que quer dizer que se eu quiser sobreviver, eu preciso sonhar.  Que eu não conseguia mais escrever sequer uma palavra no que eu me proponho a escrever, porque eu não tinha mais nenhuma espectativa a respeito do que eu fazia. Foi nesse momento que eu percebi que eu tinha que retomar sonhos perdidos, embora minha timidez e inseguraça ao respeito do que eu faço, eu sou capaz de levar meu nome até os céus se eu tiver coragem de acreditar que eu sou boa em alguma coisa. 

Esse ano eu tive o ímpeto de ver o carnaval - por tédio, eu assumo - e acabei me deparando com o samba-enredo da Mocidade Alegre que falava sobre as ilusões. As ilusões são exatamente com quem eu me proponho a trabalhar. Eu crio personagens, eu crio realidades, crio quem gostaria de ser, quem eu gostaria de estar por perto e onde eu gostaria de viver. Eu mexo com isso, eu tenho isso em mim, mas não trabalhava mais com elas, porque eu me sentia mais movida por uma frustração e do que pelos instintos de escrita que eu tinha.

Certas coisas acontecem por acontecer, outras são para te fazer acordar. Um choque de realidade é sempre bom, mas não quando te faz compreender que sonhar é desnecessário. Tudo o que existe, um dia foi sonhado, e a fama é consequência do que é bom - e às vezes ruim, já que muitos sonhadores alcançaram seus sonhos tendo feito coisas consideradas ruins por uma parcela da população, como é o caso da Stephanie Meyer (que eu também não gosto da obra dela) -, e também a consequência clara é o ódio. Pessoas odeiam porque ivejam. Porque ódio gratuíto é a marca registrada do mundo atual, certo? Certo. 


O que me fez retomar o sonho de ter um blog que fale do que eu sinto foi uma mulher. Uma mulher que de tão maravilhosa eu acabo achando que ela não existe. Que é uma das minhas personagens, de sonhos que eu tenho acordada. Um dos meus sonhos de consumo é dizer a ela o tamanho da importância que ela tem para mim, do quanto ler o que ela escreve, ver suas apresentações me faz compreender que por mais fria que eu sou, eu também tenho direito de ser feliz, mesmo que doa para eu chegar lá. Essa mulher é uma das garotas da minha vida. Para saber que o meu anti-herói Morgan Dale pode ser o próximo Edward Cullen (e na verdade, imagino meu personagem tendo uma crise de nervos e risos nesse momento). O nome dessa mulher maravilhosa, que eu acredito não existir: Keltie Colleen. 

Trabalho duro. Paixão. Coragem. 

Esse é o lema dela em sua vida. Um lema que eu decidi aceitar para mim no lugar de aceitar o lema que havia aceitado. As pessoas não sabem o que é sempre sentar e esperar que as aconteçam em sua vida e deixá-las te matar aos poucos. Keltie não é somente uma sonhadora que venceu, ela ensina as pessoas que sonhar vale a pena, se você estiver disposto a lutar porque esá apaixonado com coragem. 

Novamente, as coisas na minha vida não acontecem por acaso. Tudo tem o poder de me fazer ver que as coisas funcionam para todo mundo e que o tempo não espera que você consiga realizar seus sonhos com inércia. Estar inerte a tudo o que acredita não levam ninguém a nada. As coisas vão dar certo para mim a partir do momento que eu voltar a acreditar que eu sou capaz de fazer meus sonhos acontecerem. O difícil é acreditar que em meio a todos os meus fracassos e inseguranças, eu realmente seja capaz de ser inerte. 

Além do lema da Keltie Colleen, existe uma música que eu sempre choro ao ver o seu clipe. Porque por mais que eu tenha pavor de fogos de artifício, a analogia feita por Kate Perry mexe bastante comigo. Amor dói, frustrações doem, mas deixar as pessoas verem do que nossos sonhos se constituem nos dá forças para lutar, mesmo quando os nãos vêm para desanimar. Transforme os nãos em força para provar que você é capaz. 

"You just gotta
Ignite the light
And let it shine
Just own the night
Like the 4th of July
" 

Sua Lully.

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