sábado, 20 de agosto de 2011

Spencer sobre Festival Belga.


Pode soar como uma coincidência tremenda o que eu vou falar agora, mas às vezes eu me pergunto como as pessoas não acreditam em Deus. Bem, não as julgo, só me pergunto a respeito. Eu acabei de ler, pela terceira vez, o texto que o Spencer Smith – baterista da banda Panic! at the Disco – sobre os momentos de verdadeiro terror que ele passou na quinta-feira, na Bélgica.

Para quem não sabe – ou talvez porque não parece, graças as minhas opiniões – eu sou evangélica e naquela quinta-feira, como todas as outras, eu fui para o culto.  Eu passei o culto todo inquieta, olhando o mesmo acontecer como se algo me incomodado e quando estava acabando eu me lembrei do nada de um homenzinho que é importante demais para mim: Spencer Smith. Eu me lembro que fechei os olhos e falei para Deus: “Proteja-o, conforte-o e fortaleça-o nesse momento difícil”, mas é claro que eu me referia ao seu pai, porque ele deve ter suportado uma dor terrível naquela quinta-feira de dia bonito que se tornou uma tempestade. Acho que as coisas tem vindo assim na minha cabeça, com essa intensidade, porque ontem eu passei por uma ventania terrível.

Eu estou, pela terceira vez, em estado de choque com o depoimento do Spencer, não só por eu ter me lembrado dele do nada na quinta-feira, no dia do festival da Bélgica, não só porque eu sofri uma ventania terrível ontem que eu achava que minha casa estava para ser derrubada, mas sim porque eu me sinto mais uma fã mãezona dos meninos do que daquelas fãs que os acham sexies, gostosos, que querem casar com eles. Eu sou daquelas que se estivesse mais próxima a eles falaria com carinho, indicaria os caminhos que são certos. Como uma mãe realmente o faria. Acho que se eu estivesse lá, estaria “pare de conter essa porcaria, Spencer e vá se proteger” do que realmente preocupada comigo. Foi assim ontem, eu tentando segurar minha mãe pela camisola enquanto ela querendo ir lá fora. Eu sei que o Spencer teve experiências muito mais fortes que as minhas, mas eu só precisava desabafar.

Meu coração está com ele e acredito ainda mais que o Spence e todos os meus meninos estão vivos porque Deus não os deixou morrer. Sou muito grata, de verdade, que eles tenham saído com total segurança. Meu coração se tranqüiliza e ao mesmo tempo, dói, porque virão outros festivais e eu vou ficar sempre com receio de “e se o palco cair?”

Sua Lully.

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