domingo, 28 de agosto de 2011

It was always you falling for me.

Olá, meu nome é Guilherme e eu sou o alter-ego da Lully. As coisas funcionam diferentes em realidades diferentes. As coisas doem de diferentes maneiras. De diferentes jeitos. Seu coração parece que nunca vai parar de doer, mas um dia ele simplesmente pára... de bater. Sabe, o coração não é um órgão muito sábio e a cabeça não é muito emotiva. Não dá para viver seguindo apenas um deles. É equilíbrio. 

Mas como fazer pra equilibrar dois opostos. Opostos que, de maneira nenhuma, se atraem, mas se completam. As pessoas não sabem como agir, quando se vêem em situações completamente adversas e longe do confortável. Ninguém, na realidade, sabe como agir nessas situações. Você chega num momento que, mesmo que sua mente implore, as emoções o dominam, não é? São poucos os frios que realmente são frios, mas são muitos os frágeis disfarçados de frios. 

De fato, o que é a verdadeira frieza? A que ela está intimamente ligada? Existem doenças mentais que desequilibram aquilo que deveria ser natural e descoberto aos poucos. Existem doenças mentais que impedem os sentimentos de remorso e/ou amor ao próximo, mas então, para que serve o a porcaria do coração? Só para metaforizar uma batalha terrível e que mais machuca uma pessoa. 

Talvez eu esteja me esquecendo de um dos principais motivos dessa luta aparecer, como quem não quer nada, é quando aquele seu amigo mais próximo, de repente, vira aquele que não sai da sua cabeça e logo em seguida, ele vira o cara que manda em seu coração. É aquele cara que se alojou ali e não pediu licença pra entrar. O mesmo que vai permanecer por um, por dois, por anos por sua vida inteira. Sua vida inteira você vai passar sofrendo de um medo absurdo de perder aquele sorriso bonito, você não vai conseguir viver mais sem aquele abraço gostoso do cinema. Ou quando seu grande amigo deitar em seu peito pra dormir.  Você prefere não se mexer, porque, oras, como ele fica lindo em seu ombro. 

O amor, apesar de tudo, de toda a dor e de todo o medo que acompanha, faz você ver tudo mais bonito, faz você ser  mais doce. Até aquele que é frio se torna maleável. O amor não é só o sentimento humano que fere. O amor é o sentimento humano que enriquece, que embeleza os corações. É o amor quem mostra e quem torna aquele que é amado, especial. É ele quem faz tudo parecer sem defeitos, que te ilude. O amor é tudo o que o ser humano precisa para ser feliz. 

Você provavelmente já esteve na situação de estar "mentally dating" com uma pessoa. Provavelmente, todo mundo já passou - ou um dia passará - por algo tão doloroso quanto. Principalmente quando você acha que essa pessoa jamais vai te notar da mesma forma que você o nota, que o estado de mentally dating nunca acabará. A dor é forte, mas você suporta muito mais que imagina, porque perder a pessoa é muito mais difícil que suportar a sua pessoa amada ao lado de outro alguém. Ao lado de um alguém que, por Deus, não ama tanto quanto você. Pois é, o mundo é tão injusto... 

Em teoria, opostos deviam se atrair, se completar. Em teoria, amor platônico deveria ser apenas um estágio de transição. Aquela coisa em que você ama seu amigo e ele também te ama e, quando um se declara, o que recebe a declaração fica sem fala e vem um beijo para o começo do amor deles. O amor é diferente, não resta lugar para o orgulho. Será? Será mesmo que as pessoas engolem seus amores próprios depois que o romance sai da mente e toma algo mais concreto. Os corações funcionam diferente das mentes. Em teoria, tudo é bom, mas amor que é amor, resiste ao tempo.

Guiga Muniz. .

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