segunda-feira, 15 de agosto de 2011

"Next time you point a finger"...

Ontem foi dia dos pais e não é uma data muito boa para mim. Passar o dia em família é uma coisa que não me agrada muito. Porque passar o dia em família me faz perceber o quão falha eu sou com eles e na verdade eu não faço muita questão de mudar, já que nesse caso é ser hipócrita comigo mesma e com as pessoas a minha volta. O meu grande problema com a minha família é que eu não tenho essa história de mentirinha do bem a final de contas não existe mentira para o bem. Se eu não gosto de você, eu não vou mentir só para ser educada. Eu não sou assim, nunca fui e, muito obrigada, não quero ser.

Quando eu era menor eu era muito tímida. Eu escondia minhas opiniões para não ofender ninguém, ou magoar pessoas, mas a minha vida - que pode acreditar, não foi das mais fáceis - me ensinou que opiniões não existem para ser guardadas, muito menos para serem ouvidas. Quem escuta opiniões de uma jovem que continua parada sem resolver o que quer da vida?  Provavelmente um dia você vai entender que chega um ponto que você não consegue mais lutar, simplesmente assim.

Hayley Williams - Playing God.
Sexta-feira aconteceu algo comigo que me deixou entristecida. Hoje eu to confessando meu aborrecimento, mas na hora eu fiquei um bocado irritada. Coloquei a parte inferior do meu aparelho ortodôntico na quarta-feira e meu tio conversou com minha mãe. Era óbvio que eu estaria comendo apenas sopa, por causa que o aparelho não é a coisa mais simples do mundo, mas meu tio disse que eu estava sendo manhosa e a minha mãe que já achava que eu estava/estou fingindo dores mandibulares há  mais de um mês acabou entrando na dele. Eu fiquei quieta por um momento, mas... acabei desabando tudo isso em minha mãe, porque a final, eu não estou fingindo coisa nenhuma! Pra quê?

A pergunta que ficou no ar é por que usar foto da Hayley Williams no post. As pessoas julgam umas as outras com a mesma facilidade com que respiram. As pessoas se levam muito fácil pela imagem que têm umas das outras. Elas constroem personagens para si e falam que aquela pessoa é daquela forma e, se uma mínima atitude dela desmonta o protótipo que as pessoas têm, gera escândalo, correto? A minha mãe me cobra que eu ame minha família, mas não tolero a hipocrisia que tem nela. Eu tenho nojo disso. Quanto mais eu olho pra minha família, mais nojo eu tenho e, por Deus, eu sei que é errado, mas tudo o que fazem é escolher um alvo e falar, falar, falar, falar... E o pior é que o alvo sou sempre eu.

Esse é o motivo pelo qual me apaixonei por Playing God. Eu disse a minha mãe que por mim estaria em uma banda, mas o olhar dela não foi de apoio. Hoje, se eu estivesse em uma banda, eu, com certeza, faria esse cover num programa ralé - tipo Gugu, Domingo Legal, Faustão - só pra poder falar "essa vai pra minha família." E aí quando fosse cantar eu olharia pra câmera e diria "Próxima vez que me apontarem o dedo, eu apontarei pra vocês um espelho."

Sua Lully.

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